segunda-feira, 2 de maio de 2016

CAMPEÃO DA HUMILDADE



Levantou-se Jesus da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, faças vós também (João.13.4,5,12-15).

Poucas horas antes de sua morte, Jesus se reuniu com os apóstolos para participar da Páscoa. Ele sabia que estaria deixando estes companheiros para cumprir a sua missão na cruz e, logo depois, voltar ao Pai. Com certeza, ele queria aproveitar ao máximo estas últimas horas. Depois de três anos de trabalho com estes homens, que tipo de mensagem ele destacaria? Poderíamos imaginar estudos intensivos sobre doutrinas principais, ou eloquentes discursos sobre a natureza e o caráter de Deus. Tais assuntos são importantes, e parecem tópicos dignos das últimas horas do Mestre. Porém, ele preferiu dar-lhe uma lição de humildade.
Os apóstolos se reclinaram à mesa para participar da ceia quando Jesus se levantou, pôs água numa bacia, pegou uma toalha, e começou a lavar os pés deles. Com tantas coisas importantes que poderia falar, Jesus tomou tempo para lavar os pés dos discípulos. Jesus colocou-se na posição de servo, sendo Ele Mestre e Senhor. Havia um costume naquela época em que o empregado da casa (servo), deveria lavar os pés dos visitantes, Jesus sendo Deus, fez-se servo de todos para nos dá o exemplo de humildade.

POR QUE JESUS LAVOU OS PÉS DOS APÓSTOLOS? 

Algumas pessoas têm usado este trecho para incluir uma cerimônia de lavagem de pés no culto da igreja. Além deste fato jamais encontramos tal prática nas reuniões da igreja primitiva, tal abordagem ritualista perde o significado mais profundo do ato de Jesus. Nesta ocasião, Jesus ensinou, pelo menos, duas lições importantes:

1. Purificação. Para ter comunhão. 

Quando Jesus chegou a Pedro, este recusou a lavagem de pés, mas, quando Jesus falou que precisava ser lavado para ser participante Dele, Pedro mudou de idéia: "Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça" (João 13:9). Se precisava de purificação para estar em comunhão com Cristo, Pedro não queria arriscar a rejeição pelo Senhor. Jesus explicou que só precisava lavar o que ainda estivesse sujo. Assim ele comentou sobre o grupo dos apóstolos. A maioria já estava purificado, mas nem todos. Judas Iscariotes não manteria comunhão com Cristo porque seu coração foi dominado por Satanás. Sem a santificação, "ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12:14).

2. Humildade. Para servir. 

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus disse: "Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou" (João 13:14-16). Jesus se esvaziou, deixando a glória do céu, para servir aos homens (Filipenses 2:5-8). Ele mostrou que nós devemos nos humilhar para servir aos outros. Como ele lavou os pés, nós devemos procurar oportunidades para humildemente servir uns aos outros. 

A humildade é o caminho da sabedoria.
Vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria (Pv.11.2).

Sem humildade, não serviremos outros como deveríamos, porque aqueles que são arrogantes e egoístas querem ser servidos, e não servir.

Sem humildade, não seremos seguidores. Os orgulhosos querem ser chefes e cobiçam a posição e a influência de outros.

Sem humildade não buscaremos realmente a verdade. O homem orgulhoso pensa que já conhece as respostas, e não quer depender de quem quer que seja, nem mesmo do próprio Deus.

Sem humildade, não reconheceremos nossos próprios defeitos. Somos até capazes de enganar nossos próprios corações para não vermos nosso próprio pecado. 

Conclusão: 
Vivemos uma época em que as pessoas estão em busca de fama e reconhecimento. Muitos querem estar na mídia, na mira dos holofotes, sendo o centro das atenções e recebendo aplausos do publico. A humildade para muitos é algo sem valor, muitos preferem estar por cima, querem ser servidos, mas não querem servir. Se somos honrados e destacados por nossos feitos e talentos, não há nada de errado nisto. Porém, diz a bíblia: Antes de quebrantado, eleva-se o coração do homem; e, diante da honra, vai a humildade (Pv.18.12). Devemos nos esforçar para que o poder e a glória humana não venham a nos dominar, que possamos ser humildes e seguir o exemplo de Jesus, nosso Mestre e Senhor. Amém!   

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A EXCELÊNCIA DO AMOR FRATERNAL

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre (Salmo 133).

Neste salmo Davi enfatiza e celebra o valor da união entre os irmãos, ele também faz algumas comparações para exemplificar a excelência do amor fraternal que deve existir entre uma irmandade.
A união é primordial e deve existir em todos os seguimentos sociais, seja na família, seja na política, seja na religião, principalmente na Casa de Deus (igreja), entre os irmãos. É impossível haver prosperidade sem união; fica impraticável um grupo de pessoas atingirem uma meta e vencerem juntas se não houver união entre si. A união é indispensável para que as bênçãos de Deus sejam derramadas no meio do seu povo.

AS DUAS COMPARAÇÕES:

ÓLEO (Balsamo).

É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes (Vers.2).
O salmista faz uma comparação do ministério sublime do sacerdote Arão, cuja unção e serviço visavam manter o povo em perfeita comunhão com Deus e entre si. O óleo da unção derramado sobre a cabeça do sacerdote lhe proporcionava uma sensação de conforto e segurança. O óleo balsâmico derramado sobre a cabeça de Arão, saturava os cabelos, a barba, e descia pelas suas vestes, em sinal de total consagração de sua vida ao serviço santo do SENHOR.

O óleo, símbolo do Espírito Santo, tem a ver com unção (autoridade espiritual).
E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção (Is.10.27).

O óleo só é derramado sobre as vestes brancas.
Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça (Ec.9.8).

ORVALHO (Refrigério).
 
Monte Hermom, significa montanha sagrada.
Segundo a geografia bíblica, o monte Hermom é uma majestosa cordilheira montanhosa, que tem cerca de 24 km. de extensão e se eleva a mais de 2.800 metros acima do nível do mar.
Este monte é o ponto mais alto de Israel, ele fica localizado no extremo norte de Israel, fazendo fronteira com a Síria e o Líbano. Ele é constantemente coberto de neve, pelo orvalho que desce durante quase o ano inteiro sobre o seu cume. O seu degelo favorece uma boa fertilização, regando e dando vida a toda terra e pequenos montes em redor, inclusive o rio Jordão, onde ao pé do monte tem a sua nascente. 
O Monte Hermom foi chamado também de Baal-Hermom (Jz.3.3; 1Cr.5.23). Seu nome aparece na poesia hebraica (Sl.89.12; 133.3; Ct.4.8). É o "alto monte" de Mt.17.1; Mc.9.2 e Lc.9.28, o monte da transfiguração. 

Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre (Vers.3). 
O orvalho é uma evocação das bênçãos perene do Senhor para o seu povo.
O orvalho abundante que se projetava e descia do monte Hermom fazia que as terras e os montes de Sião fossem ricamente frutíferos. Da mesma maneira, a união fraternal do povo de Deus, fará um povo forte e frutífero. Essas metáforas revelam claramente que as bênçãos de Deus flui ricamente sobre os crentes que vivem em união. Só assim o SENHOR libera as suas bênçãos e a vida para sempre. Amém!

O orvalho como símbolo do Espírito Santo, refrigera nossa alma; e como palavra de Deus, nos fortalece. Assim está escrito: Inclinai os ouvidos, ó céus, e falarei; e ouça a terra as palavras da minha boca. Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva (Dt.32.1,2).

SEIS BÊNÇÃOS QUE PROVEM DA UNIÃO:

1. Bondade.

2. Prazer.

3. Unção.

4. Frutificação.

5. Favor de Deus.

6. Vida eterna.

Finalmente, precisamos viver unidos, há uma frase do celebre revolucionário, Martin Luther King, que diz: “Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.”
Viver em união se constitui uma fonte de bênçãos para aqueles que praticam o amor fraternal, desta forma haverá harmonia e prosperidade sem medida. Amém!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

SERMÕES QUE OS PREGADORES DEVEM EVITAR

Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra... (2Tm.4.1,2).

Paulo estava intimando o seu discípulo amado, e passando para ele o bastão da responsabilidade. A recomendação de Paulo para o jovem pregador Timóteo foi para que ele pregasse a palavra, sempre.
Nos dias atuais nós temos percebido que há três tipos de pregadores: Há os pregam fora da palavra, há os que pregam sobre a palavra e há os que pregam a palavra. Este último é o correto, é o verdadeiro.

TIPOS DE SERMÕES:
Tradicionalmente encontramos, praticamente em todos as obras de homilética, três tipos básicos de sermões:

TEXTUAL.  

É aquele em que toda a argumentação está amarrada no texto principal, que será dividido em tópicos. No sermão textual as ideias principais são retiradas do próprio texto escolhido pelo pregador.

TEMÁTICO.

É aquele em que toda a argumentação está amarrada em um tema, divide-se o tema
e não o texto, o que permite a utilização de vários textos bíblicos.

EXPOSITIVO. 

É aquele que explora os argumentos principais da exegese, hermenêutica e faz uma exposição completa de um trecho mais ou menos extenso. O sermão expositivo é uma aulasobre o texto, uma análise pormenorizada e exploratória do texto sagrado. Este tipo de sermão requer do pregador um pouco mais de cultura teológica e condições de se aprofundar no contexto bíblico, normalmente com recursos da exegese e da hermenêutica. O sermão expositivo é o método mais difícil, normalmente utilizado por pregadores que se dedicam à leitura e ao estudo diário e contínuo da bíblia, tendo em vista que exige tempo o de preparo e estudo do texto buscando sua melhor e mais fiel interpretação, o que envolve pesquisa arqueológica e histórica do contexto bíblico, bem como, comparação de textos, busca pelo significado bíblico das expressões do texto, etc. Contudo, o resultado é muito proveitoso, produzindo real cultura e conhecimento bíblico, contudo vale lembrar neste tipo de sermão também é fundamental a preocupação com a aplicabilidade deste conteúdo na realidade atual. Sua releitura para a sociedade e igreja de hoje, bem como para a vida de cada ouvinte. 

12 TIPOS DE SERMÕES QUE DEVEM SER EVITADOS: 

1) O “Sermão Infundado”: Quando o pregador deixa o texto mal entendido para congregação e prega um assunto sem fundamento, fora do texto.

2) O “Sermão Trampolim”: Quando o pregador ignora o texto e passa para outros, sem ter ligação nenhuma com o texto escolhido.

3) O “Sermão Mascarado”: Quando o pregador despreza a riqueza do texto doutrinário e explica de forma superficial. 

4) O “Sermão Salada”: Quando o pregador apenas menciona o texto bíblico e fala sobre vários assuntos.

5) O “Sermão Privado”: Quando o pregador aplica o texto somente para ele e não alcança o publico.

6) O “Sermão Hipócrita”: Quando o pregador aplica o texto para todos, menos à ele.

7) O “Sermão Desajustado”: Quando o pregador não consegue explicar o texto a ponto da congregação presente entender.

8) O “Sermão Irrelevante”: Quando o pregador aplica um texto a um publico diferente, que não tem nada a ver.

9) O “Sermão Sem Compaixão”: Quando o pregador aborda o texto só sobre o juízo, e não fala sobre a misericórdia.

10) O “Sermão Sem Poder”: Quando o pregador prega um bom sermão, mas não consegue atingir os corações dos ouvintes. 

11) O "Sermão Sem Bíblia" : Quando o pregador utiliza apenas o texto, cita muitas fontes extra bíblica, menos a bíblia.

12) O “Sermão Sem Cristo”: Quando o pregador consegue ver tudo no texto, menos Cristo, o Salvador.

Que possamos pregar a bíblia, a palavra de Deus, nas mais variadas formas e tipos de sermões, porém, de forma eficiente, aplicando sempre o texto com coerência, para não corrermos o risco de uma má interpretação, criando com isso uma heresia. 
Louvado seja Deus, pela vida dos pregadores. À Deus seja a glória. Amém!

sábado, 23 de abril de 2016

OS CINCO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

Após o período de tempo da igreja intitulada de ''Laodiceia'', João tem visões a respeito do que viria após este período. E João descreve: E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. E vi um anjo forte, bradando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de olhar para ele. E disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos (Ap.5.1-5).

A ABERTURA DOS QUATRO PRIMEIROS SELOS.

O primeiro Selo - O cavalo branco, falsa paz. O anticristo

E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer (Ap.6.1,2).

Segundo Selo - O cavalo vermelho. Guerras

E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada (Ap.6.3,4).

Terceiro Selo - O cavalo preto. Fome

E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão.
E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho (Ap.6.5,6).

Quarto Selo - O cavalo amarelo. Morte

E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê.
E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra (Ap.6.7,8).

Quinto - O cavalo branco. Vitória. Fiel e Verdadeiro, Jesus Cristo. 

E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e Ele as regerá com vara de ferro e Ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira de Deus Todo-poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES (Ap.19.11-16).

A verdade é que estamos vivendo no tempo do fim, muitas das profecias escatológicas escritas no livro de apocalipse e no livro do profeta Daniel já se cumpriram, outras estão se cumprindo e outras estão prestes a se cumprir. O Rei dos reis está voltando, o Leão da tribo de Judá irá abrir os sete selos e revelar todos os segredos da humanidade. Ele virá em glória como vencedor e reinará para sempre. Amém!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

JUSTIFICAÇÃO À LUZ DA BÍBLIA

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus (Rm.3.23,24).

Paulo escrevendo aos romanos sobre o tema da justificação ele traça um paralelo entre judeus e gentios e os encerra debaixo de uma mesma situação, todos pecaram e são carentes da graça de Deus.
Justificação na bíblia é um ato de justiça de Deus que remove a culpa do condenado e o declara inocente. Essa justificação só se torna possível através do sacrifício de Jesus Cristo, é mediante a fé que o homem é justificado por Deus Pai, pelos méritos de Jesus Cristo. Portanto, a justiça humana é incapaz de o inocentar diante de Deus. Deus vê a nossa justiça como algo imprestável, assim está escrito: Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapos da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam (Is.64.6).
Paulo declara que pela Lei era impossível o homem ser justificado diante de Deus, visto que os seus sacrifícios eram imperfeitos, e ninguém conseguiu cumprir a Lei. Na teologia de Paulo ele diz que a Lei nos serviu de pedagogo (ensinamento) para nos conduzir a Cristo. Agora, vindo Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, santo, perfeito e imaculado; ofereceu de uma vez por todas, o sacrifício perfeito e completo, que foi aceito por Deus, e nos abriu a porta da justificação. Aleluia!

AS TRÊS DIMENSÕES DA JUSTIFICAÇÃO:

1. Justificados pela graça.

Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus (Rm.3.24).

2. Justificados pela fé.

Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm.5.1).

3. Justificados pelo sangue.

Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira (Rm.5.9).

OS BENEFÍCIOS DA JUSTIFICAÇÃO NO CAPÍTULO CINCO DE ROMANOS:

Paz com Deus (Rm.5.1).

Porta da graça aberta. 5.2.

O amor de Deus em nós, e o Espírito Santo. 5.5.

Salvação. Estamos salvos e isentos da ira Divina. 5.7-9.

Reconciliação. Fomos reconciliados com Deus. 5.9,10.

Finalizando: Uma vez justificados, salvos e reconciliados com Deus, temos paz e não entraremos em condenação; pois assim está escrito: Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito (Rm.8.1). Amém!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

OS APÓSTOLOS DE JESUS SÓ ERAM DOZE?


Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu e Lebeu, apelidado Tadeu; Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes (Mateus,10.2).

Os apóstolos foram homens especiais escolhidos por Jesus, para propagarem as Boas Novas de salvação para todos os povos.

O termo apóstolo no latim é apostolus, no grego apostolos, significa enviado. Em se tratando dos apóstolos originais, foi o termo usado por Jesus aos 12 escolhidos para a pregação e propagação do Evangelho, denota uma missão para os lugares mais distantes, aonde ainda não chegara a mensagem de Salvação.

Esse título parece ser o mais cobiçado em nossos dias. Houve uma avalanche no surgimento de apóstolos tão grande como em nenhum outro momento na história da Igreja. Mas biblicamente e historicamente analisado, há muitos equívocos quanto ao chamado e função nessa nomenclatura “apostólica”.
Mas isso não significa que não podemos usar o termo apóstolo em nossos dias. Basta seguirmos a etimologia da palavra, a função designada e, a contextualização do termo, o que nos trará o resultado do nome Missionário. Ou seja, os verdadeiros apóstolos dos nossos dias são os missionários que estão distantes, enfrentando os desafios de culturas diferentes, passando aflições até mesmo com suas famílias, para que o Evangelho de Jesus alcance corações em lugares longínquos. 

1. André (significa "viril, conquistador" ). 
André era irmão de Simão Pedro, cujo pai se chamava Jonas (Jo.1.40-42). Morava na cidade de Betsaida (Jo.1.44), região da Galiléia.
Sua profissão: Pescador. Mc. 1:16.
Inicialmente era discípulo de João Batista (Jo.1.35-37,40). Trouxe Pedro para Jesus (Jo.1.41).

2. Bartolomeu (A origem do nome Bartolomeu é Aramaico, significa, aquele que suspende as águas).
Também conhecido como Natanael (Jo.1.45).
Filho de Tolmai.
Sua cidade era Caná da Galileia.
Jesus lhe deu um grande elogio, quando disse a seu respeito: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo (ou nada falso). Jo.1.47.
Foi levado a Jesus por Filipe (Jo.1.45).
Ele chamou Jesus de Filho de Deus (Jo.1.49).
 
3. Tiago (Grego para Jacó, significa suplantador).
Também conhecido como Tiago o menor.
Filho de Alfeu. Maria, mãe de Tiago o menor (Mc.15.40).
Possivelmente irmão de Mateus (Mc.2.14; Mt.10.3).
Viveu na Galiléia. 

4. Tiago (grego para Jacó, significa suplantador).
Sobrenome: Boanerges (filho do trovão) Mc.3.17).
Filho de Zebedeu e irmão de João.
Viveu em Betsaida, Cafarnaum e Jerusalém.
Ocupação: Pescador. João e Simão Pedro eram seus parceiros na pesca (Lc.5.10).
Perguntou a Jesus: Queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma? (Lc.9.54).
Morreu executado a espada pelo rei Herodes Agripa, cerca de 44 d.C. (At.12.2).
Foi o primeiro dos doze a morrer como mártir.

5. João (dom de Deus).
Conhecido como o discípulo mais intimo e amado por Jesus (Jo.13.21-25; 19.26; 20.2).
Sobrenome: Boanerges (filho do trovão) Mc.3.17.
Era irmão de Tiago e filho de Zebedeu.
Viveu em Betsaida, Cafanaum e Jerusalém, era galileu.
Sua profissão era de pescador, Tiago e Simão Pedro eram os seus companheiros de profissão (Lc.5.10).
Ele escreveu o evangelho de João, três epístolas e apocalipse. Isso totaliza 5 livros, 50 capítulos, e 1.414 versículos.
Foi asilado na ilha de Patmos, Morreu de morte natural.

6. Judas (significa "louvor").
Também conhecido como Lebeu (Mt 10:3).
Apelidado de Tadeu-Mt 10:3.
Filho de Tiago (Lc 6:16; Atos 1:13).
Foi ele quem fez a pergunta a Jesus: Senhor, de onde vem que hás de manifestar a nós e não ao mundo? (Jo.14.22).
Viveu na região da Galiléia. 

7. Judas (significa louvor).
Sobrenome: Iscariotes.
Filho de Simão (Jo.6.71).
Era natural de Queriote, uma cidade a cerca de 12 milhas de Hebrom. Não galileu.
Era tesoureiro do colégio apostólico (Jo.12.6)
Traiu Jesus por trinta moedas de prata (Mt.27.3-5).
Morreu enforcado (Mt.27.5-8; At.1.18).
 
8. Mateus (significa "dom de Deus" ).
Mateus, o publicano (Mt.10.3).
Também conhecido como Levi (Lc.5.27-29).
Filho de Alfeu (Mt 10:3; Mc 2:14).
Possivelmente era irmão de Tiago o Menor (Mc.2.14).
Viveu na cidade de Cafarnaum, era da Galileia.
Profissão: cobrador de impostos.
Escritor. Escreveu o Evangelho segundo Mateus.

9. Pedro (significa pedra, rocha).
Também conhecido com Simão (Mt.4.18).
Jesus mudou seu nome para Cefas (que quer dizer Pedro). Jo.1.42.
Filho de Jonas (Jo.1.42; 21.15).
Era irmão de André (Jo.1.40).
Sua cidade era Betsaida (Jo.1.44). Era galileu.
Sua profissão: Era pescador (Mc.1.16). Tiago e João eram seus companheiros de pesca (Lc.5.10).
Inicialmente era discípulo de João Batista (Jo.1.35-37,40).
Era casado, Jesus curou a sua sogra (Mt.8.14,15).
Escreveu dois livros, 1 e 2 Pedro.
Morreu em Roma, crucificado de cabeça pra baixo, segundo a tradição.

10. Filipe (significa amante de cavalos).
Morava na cidade de Betsaida (Jo.1.44; 12.21).
Era galileu.
Filipe encontrou Natanael e lhe trouxe a Jesus (Jo.1.45).
Jesus encontrou Filipe e disse: Segue-me (Jo.1.43).
Em outra Escritura, disse Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta (ou será suficiente para nós) Jo.14.8.  

11. Simão (significa, aquele que ouve, ouvinte).
Conhecido como Zelote (Lc.6.15; At.1.13).
Essa palavra é o equivalente aramaico do termo grego Zelotes que em algumas versões se acha traduzido por zelador. Este nome lhe foi dado, ou porque ele era membro da seita judaica dos zelotes, os extremistas que eram contra a dominação romana ou porque manifestava zelo ardente na obra da evangelização (veja At.22.3; Gl.1.14, onde se emprega a mesma palavra "zelotes"). 
Sua origem: Era galileu.

12. Tomé (significa "gémeo" ).
Também conhecido como Didimo (Jo.20.24)
Viveu na região da Galiléia.
Ele tinha um espírito negativo, ele falou: Vamos nós também, para morrermos com ele (Jo.11.16) 
Foi ele quem perguntou: Senhor, nós Não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho? (Jo.14.5). 
Ele duvidou da ressurreição de Jesus (Jo.20.25).

13. Matias ("dom de Deus").
Matias foi escolhido para substituir Judas Iscariotes, que amava o dinheiro e se apaixonou pela transgressão (At.1.15-26).
Fica subentendido que esta escolha não teve aprovação de Deus, pois a forma como foi escolhido não foi correta, e não há nenhum registro de atividade apostólica de Matias nas Escrituras. É mais provável que o nome de Paulo esteja entre os nomes dos apóstolos que aparecem nos doze fundamentos da cidade, a nova Jerusalém, que está escrito no livro de apocalipse 21.14, do que o nome de Matias.

14. Paulo ("pouco, pequeno" ).  
Também conhecido como Saulo de Tarso.  
Sua cidade era Tarso (At.21.39); Tarso era na Cilícia (At.22.3). Ocupação: Fariseu (Fp.3.5). 
Antes de sua conversão, ele perseguiu a igreja de Deus (At.22.4). Foi também fabricante de tenda (At.18.1-3).  
Paulo escreveu mais livros do Novo Testamento do que qualquer outra pessoa. Ele escreveu as cartas de Romanos a Tito. Isso totaliza 13 livros.  
Ele era da tribo de Benjamin (Fp.3:5). 
Era um cidadão romano, (Atos 22:25,28), ele usava sua cidadania romana em sua defesa (At.16.35-39; 22.24-29).
Estudou sob Gamaliel (At.22.3). 
Como morreu: Foi decapitado em Roma por ordem do imperador Nero.

A Tradição narra, que todos os apóstolos morreram uma morte violenta, exceto João.

Os apóstolos originais são doze, há na bíblia outros homens que foram vocacionados por Deus e chamados de apóstolos. São eles:


Paulo- (1Co.15.3-10).


José apelidado Barnabé (At.4.36; 14.14).

Andrônico e Júnias (Rm.16.7). 
O comentário da bíblia King James atualizada, diz: Andrônico e Júnias eram judeus, amigos de Paulo, com quem estiveram presos em Éfeso, por causa da pregação do Evangelho de Cristo. O nome “Júnias”, cuja acentuação no original grego indica nome próprio feminino, tem gerado algumas dificuldades para aceitá-la como parte dos apóstolos. Entretanto, Paulo, que a exemplo de Jesus, também emancipou as mulheres para o serviço cristão, afirma que Andrônico e sua esposa eram crentes exemplares e gozavam de grande admiração por parte dos apóstolos. Estiveram entre os quinhentos irmãos que viram o Senhor ressuscitado (1Co.15.6). Portanto, exerciam o ministério apostólico como missionários itinerantes, ainda que não fizessem parte oficial do seleto grupo dos doze.