domingo, 26 de março de 2017

MORRER PARA FRUTIFICAR



Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo em terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto (João, 12.24).

Jesus quando falou do grão de trigo, estava usando uma linguagem conhecida pelos agricultores, este grão de trigo que haveria de dá muitos frutos após morrer, representava a sua morte para redimir a humanidade. Aplicando para nossa vida espiritual, também somos comparados ao grão de trigo que precisa morrer para dá fruto. Se não morrermos para o pecado, para o nosso próprio ego, lutando contra nossa própria natureza propensa ao pecado, não haverá fruto. 
Jesus nos falou de uma frutificação progressiva e permanente, Ele disse: Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda (João, 15. 1,2,5,16).

O princípio da nossa vida cristã deve ser uma vida de frutificação. O cristão é conhecido pelos frutos, não pelos dons. Jesus disse: Por seus frutos os conhecereis (Mt.7.15-20).

A fonte da nossa frutificação é Jesus
Ele disse: Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer (Jo.15.5).

A base da nossa frutificação é o amor
Se não houver amor nada terá proveito (I Co.13.1-3).

O motivo principal da nossa chamada é para frutificar
Jesus disse: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda (Jo.15.16).

OS QUATRO PROPÓSITOS DA NOSSA FRUTIFICAÇÃO:

1. FRUTIFICAÇÃO RELACIONADA A DEUS.

A relação deste fruto acontece quando permitimos que a ação do Espírito Santo gere em nós o caráter de Cristo. Esta frutificação é uma expressão da vida de Cristo em nós. O apóstolo Paulo diz: Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus (I Coríntios, 4.1).

2. FRUTIFICAÇÃO RELACIONADA AO DISCIPULADO.

Essa frutificação é evidenciada pelo aprendizado e pratica do nosso discipulado. Se aprendermos de Cristo e estamos em Cristo o nosso fruto será notório a todos. Jesus falou para os seus discípulos: Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (João, 13.35).

3. FRUTIFICAÇÃO RELACIONADA AS PESSOAS.

A nossa vida de comunhão com Deus deve produzir em nós frutos que sirvam de bênçãos para as pessoas que nos cercam. Este fruto tem relação com a nossa vida conjugal, familiar, fraternal (entre os nossos irmãos em Cristo), e social. Paulo diz: Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem (Efésios, 4.29).  Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor (Fp.4.5).

4. FRUTIFICAÇÃO RELACIONADA À GLÓRIA DE DEUS.

A nossa frutificação não deve ser voltada para nossos próprios interesses, ou nossa glória. Devemos sempre dar frutos para glória de Deus. Jesus falou: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus (Mateus, 5.16).

CONCLUSÃO:
Que a nossa vida seja uma vida de frutificação para o nosso cônjuge, para nossa família, para nossos irmãos em Cristo e para sociedade em geral. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

SETE ERROS QUE OS PREGADORES NÃO DEVEM COMETER

Não são poucos os pregadores que cometem erros com suas expressões vagas e vícios de linguagem; muitos fazem uso de jargões para promover o movimento e transformar o culto racional no culto das emoções. O fato é que, os pregadores denominados pentecostais muitas vezes são os que mais cometem erros com seus jargões e jogos de frases de efeitos para movimentar e mexer com a emoção do público ouvinte. Muitos são sensacionalistas e falam o que o povo gosta de ouvir, não o que precisa, fazem uso da palavra de Deus, para manipular as massas e fazer do povo negócio.
 
1. NUNCA DIGA: "SALDO" OS IRMÃOS COM A PAZ DO SENHOR!

Saldo é de banco, extrato bancário. O correto é dizer saúdo, ou cumprimento os irmãos com a paz do Senhor. Seja por descuido ou vício de linguagem, muitos pregadores ainda cometem este erro.
 
2. SAÚDO OS IRMÃOS COM A PAZ DO SENHOR, E OS AMIGOS OUVINTES COM UMA BOA NOITE DE SALVAÇÃO.

Isto não é correto, as pessoas se sentem discriminadas. Aprendemos com Jesus que devemos saudar a todos com a paz.
E em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se, não, voltará para vós (Mateus, 10.5,6).

3. OS IRMÃOS ME PERDOEM PORQUE FUI PEGO DE SURPRESA, NÃO ESTAVA PREPARADO.

Isto é desculpa de pregador relaxado, todo pregador que se preza deve sempre está preparado, e deve apresentar-se a Deus como obreiro aprovado.
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (II Timóteo, 2.15).

4. CUMPRIMENTO OS IRMÃOS COM A PAZ DO SENHOR! OS IRMÃOS FIQUEM EM ESPÍRITO DE ORAÇÃO.

Esta expressão "espírito de oração" não está correta. A bíblia não fala em espírito de oração, e sim orando no Espírito, ou adorando em espírito.
Orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito... (Ef.6.18).
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo (Judas, 20).
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo.4.24).

5. INICIA UMA PREGAÇÃO SEM PRIMEIRO LER UM TEXTO BÍBLICO, E AINDA DIZ: PARA NÃO FICAR SÓ EM MINHAS PALAVRAS, VOU DEIXAR UM VERSÍCULO.

Temos aqui dois erros graves, primeiro: Começou a pregar sem antes ler um texto bíblico.
Segundo: Falou acerca da palavra de Deus e disse que as palavras eram suas.

6. SAÚDO A IGREJA COM A PAZ DO SENHOR! OS IRMÃOS OREM POR MIM, EU ESTOU AQUI, MAS NÃO TENHO NADA.

Isto é uma falsa humildade. Se não tem nada então passa a oportunidade para outro. Nós temos que ter sempre alguma coisa da parte de Deus. Quem ler a bíblia e ora, e tem comunhão com Deus, sempre tem algo da parte de Deus.
O profeta que teve um sonho, que conte o sonho; e aquele em quem está a minha palavra, que fale a minha palavra, com verdade. Que tem a palha com o trigo? Diz o SENHOR (Jr.23.28).

7. USAR MUITOS JARGÕES PARA FAZER MOVIMENTO. TAIS COMO: RECEBE A TUA VITÓRIA! O SEU NOME É JÁ! O DIREITO É TEU! A SURPRESA VAI SER GRANDE! LEVANTE A MÃO E DÊ GLÓRIA! DIGA ASSIM PRA SE IRMÃO...

Muitos usam estes e outros jargões, porque não tem conteúdo bíblico para pregar.
São palavras animadoras, porém devemos assim fazer quando estamos na direção do Espírito Santo. Tornar isso uma pratica de oratória, e passar a usar estes jargões constantemente, torna-se algo irritante e sem conteúdo bíblico.

quarta-feira, 22 de março de 2017

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA

E estais esquecidos da Palavra de exortação que Ele vos dirige como a filhos: “Meu filho, não desprezeis a disciplina do Senhor, nem desanimeis quando por Ele sois repreendido, pois o Senhor disciplina a quem ama, e educa todo aquele a quem recebe como filho”.
Suportai as dificuldades, aceitando-as como disciplina; Deus vos trata como filhos. 
Ora, qual o filho que não passa pela correção do seu pai? Mas, se estais sem orientação, da qual todos se têm tornado participantes, então não sois filhos legítimos, mas bastardos.  
Além do mais, tínhamos nossos pais humanos que nos educavam, e nós os respeitávamos. 
Quanto mais devemos toda obediência ao Pai dos espíritos, para então vivermos!  
Porquanto, nossos pais nos disciplinavam por um espaço curto de tempo, da forma que melhor lhes parecia. 
Deus, entretanto, nos corrige para o nosso bem maior, a fim de que possamos participar plenamente da sua santidade.  
Toda correção, de fato, no momento em que ocorre não nos parece ser motivo de contentamento, mas de frustração; mais tarde, no entanto, produz fruto de justiça e paz para todos aqueles que por ela foram disciplinados (Hebreus, 12.5-11).

Geralmente as pessoas não gostam de serem disciplinadas, muitas vezes a disciplina é dolorida e desagradável, porém mesmo assim, se faz necessária. Um atleta que se esforça para manter a disciplina, ao chegar no primeiro lugar do pódio, reconhecerá que o sofrimento que experimentou durante o treinamento, valeu a pena. Na vida cristã não é diferente, todo cristão que se esforça para manter a sua vida espiritual disciplinada, verá que valerá a pena, pois a sua vitória será iminente.

Desde os tempos remotos os grupos sociais buscavam se organizarem e manter-se em disciplina. 
A disciplina é importante porque ela nos põe limites e regula o nosso comportamento.
Nenhuma organização social poderá prosperar se não houver disciplina. A disciplina é fundamental para o equilíbrio e formação familiar ou pessoal. Ela serve de base para formação do caráter do indivíduo. Vivemos em uma sociedade anarquista onde muitas pessoas não aceitam serem corrigidas. Uma sociedade que não vive sob disciplina está fadada ao fracasso e prestes a afundar em um caos total. 
A igreja do Senhor Jesus Cristo, deve ser exemplo de uma vida disciplinada na palavra de Deus.
Todo cristão que aceita a correção de Deus e vive uma vida disciplinada, será bem sucedido e feliz.

OS FRUTOS PRODUZIDOS PELA PRATICA DA DISCIPLINA:

* CONHECIMENTO. 

A pratica da disciplina gera em nós uma capacidade de conhecimento das coisas relacionadas ao Reino de Deus e da sua palavra. A disciplina implica em renunciar nossos próprios conceitos e nos sujeitarmos ao conhecimento da palavra de Deus. A busca pelo conhecimento de Deus, deve ser exercitada de forma progressiva. Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR... (Oséias, 6.3). Todo o nosso saber deve ser disciplinado pela palavra de Deus, para que nosso conhecimento seja sadio e proveitoso.

* EXPERIÊNCIA.

Muitas vezes somos disciplinados através das tribulações, Deus permite que as lutas nos sobrevenha para testa a nossa paciência e produza em nós experiência. Paulo entendeu que nós deveríamos nos gloriar nas tribulações. Ele diz: E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado (Romanos, 5.3-5).  

* MATURIDADE. 

A nossa maturidade espiritual não depende do tempo da nossa caminhada cristã. Muitas vezes é preciso muita perseverança no caminho da disciplina para que sejamos completos. Leia: Tiago, 1.3,4.
A disciplina nos torna maduros em Deus.
As provações que Deus envia ou nos permite facilitam o desenvolvimento do nosso caráter. Deus usa as dificuldades para moldar o nosso caráter e produzir maturidade plena, de modo que seus filhos não sejam em nada deficientes em Cristo.

* CRESCIMENTO.

Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (II Pedro, 3.18).
Todo nosso crescimento está condicionado a disciplina, sem disciplina não há crescimento; e todo crescimento sem disciplina é deficiente e doentio. Paulo escrevendo a igreja em Éfeso, diz: Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo edifício, bem ajustado cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito (Efésios, 2.20-22).
Que possamos crescer de formar ordeira e disciplinada, crescendo em profundidade, criando raízes espirituais para glória de Deus. Amém!

segunda-feira, 20 de março de 2017

HÁ ESPERANÇA NO VALE ACOR

E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará... (Oséias, 2.15).

O Vale de Acor é um vale que existe em Israel, nos arredores de Jericó, e é um dos caminhos que dá acesso à Terra Prometida.
O seu nome, no entanto, anda associado a um episódio dramático da história de Israel.
Segundo se conta no Livro de Josué (cap 7), foi nesse vale que Acã e sua família foram apedrejados até à morte, como castigo e consequência da sua desobediência, por cobiçar e tomar para si uma capa babilônica, e dois quilos e quatrocentos gramas de prata e uma barra de ouro de seiscentos gramas (Js.7.21). O vale onde Acã foi morto, passou a designar-se por um nome que significa "confusão", "infelicidade", "desgraça", pois esse tinha sido o destino de quem recusara obedecer a ordem do SENHOR. Porém, tempos depois o SENHOR anuncia por intermédio do profeta Oséias, que será nesse mesmo Vale de Acor que o Senhor abrirá uma "Porta de Esperança "(Os. 2,15).
O vale de Acor, lugar de ira e julgamento Divino contra o pecado (Js.7.20-26), se tornará porta de esperança. Deus promete transformar o vale da desgraça em vale de esperança. O vale de tristeza em vale de alegria.

CINCO VERDADES SOBRE O VALE DE ACOR:

1. No Vale de Acor, Deus tem um ajuste de contas.

De Deus ninguém se esconde, de nada adiantou a atitude de Acã em tentar esconder o seu pecado. Deus revela o profundo e o escondido e fará ajustes de contas com aqueles que insistem em viver em pecados. 

2. No Vale de Acor, Deus julgará o culpado.

Deus não tem o culpado por inocente, não adianta querermos tapar o sol com uma peneira, será impossível. Acã até que tentou disfarçar e encobrir o seu erro. Brincar com o pecado é como jogar bumerangue, ele sempre volta. Não adianta querer justificar o erro e sair como inocente, errou, é melhor confessar.  

3. No Vale de Acor, Deus removerá a maldição. 

Devido o pecado de Acã, a maldição foi instalada no meio do povo e a derrota foi imediata para Israel. Muitas vezes há muita maldição no meio do povo de Deus, pelo fato de ter muita gente brincando de ser crente, vivendo em cima do muro, na indecisão. Mas, Deus vai arrancar a maldição que está impedindo a sua bênção sobre o seu povo.

4. No Vale de Acor, a bênção de Deus será restituída.

Após Acã confessar o seu pecado, a maldição foi removida e a bênção de Deus voltou para toda nação de Israel. Muitas vezes precisamos entendermos que para termos de volta as bênçãos de Deus, precisamos nos reder e confessar nossos erros, falhas e pecados encobertos.

5. No Vale de Acor, Deus transforma a derrota em vitória. 

Deus promete transformar o vale da desgraça em vale de esperança. O vale da derrota em vale da vitória. O vale da tristeza em vale de alegria. Ele diz através do profeta Oséias: Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito (Os.2.14,15).
Não importa o seu passado de desgraça, infelicidade e confusão; você agora é uma nova criatura em Cristo, a sua vida mudou e Deus já transformou toda a maldição em bênção, e toda derrota em vitória.
O vale de Acor, agora é um vale de esperança e vitória na sua vida. Amém!

quinta-feira, 16 de março de 2017

AS CINCO GLÓRIAS DE JESUS

Levantai, ó portas as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória!
Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.
Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória!
Quem é este Rei da Glória?
O SENHOR dos Exércitos; ele é o Rei da Glória! (Salmos, 24. 7-10).

Este salmo de Davi, nos seus primeiros versículos, revela Deus como SENHOR e Criador de toda criação; e também mostra as qualidades de uma geração de adoradores. A parti do versículo sete ele destaca a soberania do SENHOR, como Rei da Glória.
É provável que este salmo 24 fosse recitado numa festa anual do templo, na qual uma procissão carregava a arca da aliança, em uma celebração do SENHOR como Rei.
Com duas frases de ordem e duas perguntas iguais, vindo em seguida as suas respectivas respostas. A expressão Rei da Glória, aparecem cinco vezes, que provavelmente faz referência a JESUS.

A glória humana é passageira e está relacionada  com as riquezas, a fama, a ostentação, ao status e ao "poder".
A glória de Deus é eterna e está relacionada com a sua criação, com a sua igreja, com a sua presença e com o seu poder multiforme. 

1. A GLÓRIA DA SUA HUMANIDADE.

No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo.1.1,14).
Estamos em pleno século XXI depois de Cristo. Não depois de Buda, Maomé, Confúcio, Gandhi, Alexandre Magno, Napoleão, Marx ou Lenin. Nenhum homem marcou tanto a história da humanidade como a vida de Jesus Cristo. Toda a sua vida, e durante toda a sua existência aqui na terra, Ele tinha apenas um alvo: Manifestar a glória do Pai.

No ano de 2009 foi comemorado os quarenta anos da chegada do homem à lua. Em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar em solo lunar, ao fazê-lo, disse uma frase que até hoje ecoa como a mais triunfal conquista humana de todos os tempos: “É um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a Humanidade”.
Mas, o que mais chamou a atenção foi o que disse Richard Nixon, o então presidente do Estados Unidos da época. Com uma empáfia singular, talvez fruto do orgulho americano por serem eles os primeiros a conseguir tal façanha, Nixon falou em alto e bom som: “Esse é o dia mais importante para a Humanidade – o dia em que o homem pôs os seus pés na lua”. Foi aí que um grande evangelista do século vinte, Billy Graham, resolveu reagir à afirmação de Nixon. Disse Billy Graham: “o dia mais importante para a Humanidade não foi o dia em que o homem pôs os seus pés na lua, e sim, o dia em que Deus pôs os seus pés na Terra”. A Casa Branca estremeceu!

2. A GLÓRIA DO SEU MINISTÉRIO.

O inicio do ministério de Jesus foi em uma festa de casamento, quando na ocasião Ele operou o milagre de transformar água em vinho. O evangelista João, após narrar este acontecimento diz: 
Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele (Jo.2.11).
A glória do ministério de Jesus era voltada totalmente para o Pai, todas as suas pregações, ensinos e milagres de curas e libertações eram realizados para glória de Deus Pai. Jesus falando sobre a sua missão para os religiosos da época, disse: Eu não busco a minha glória; há quem a busque e julgue. Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai... (João, 8.50,54). A glória do ministério de Jesus foi marcada, não só por suas palavras e sinais que operava, mas também pela sua vida irrepreensível e de comunhão com o Pai.

3. A GLÓRIA DO SEU SOFRIMENTO.

E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado.
Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado e outra vez o glorificarei (Jo.12.23,28).
Na visão humana o sofrimento não combina com glória, porém o sofrimento de Jesus resultou em glória para toda humanidade. O resultado do seu sofrimento foi a salvação de milhões de almas para o Reino de Deus. O profeta Isaías falando sobre o seu sofrimento diz: O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si (Is.53.11).
A glória do sofrimento de Jesus o elevou acima de todo o principado e todo o nome que se nomeia no céu, na terra e debaixo da terra. Paulo escrevendo aos cristãos da cidade de Filipos, diz: De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp.2.5-11). Amém!
  
4. A GLÓRIA DA SUA RESSURREIÇÃO.

A glória da sua ressurreição é o triunfo de Jesus sobre a morte, sobre o pecado, sobre Satanás e toda as hostes espirituais da maldade.
Paulo falando sobre a glória de Cristo, diz: Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação, tendo iluminado os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da sua glória da sua herança nos santos e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos (Efésios, 1.16-23).

Se Jesus não houvesse ressuscitado, nenhuma glória haveria, todo o seu sacrifício e morte na cruz teria sido debalde, a nossa fé seria vã, e estaríamos todos destinados à perdição eterna. Mas, graças a Deus que Jesus ressuscitou e a sua glória é proclamada em toda a terra.

5. A GLÓRIA DA SUA VINDA.

Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória (Mateus, 24.30).

Nos capítulos 24 e 25 do evangelho de Mateus, vamos encontrar o sermão escatológico falado por Jesus, neste sermão, Jesus fala sobre três povos: Judeus, gentios (as demais nações) e igreja de Deus.
A vinda de Jesus será em duas fases, na primeira fase Ele virá para arrebatar a igreja, e será de formar secreta e invisível. Na segunda fase Ele virá para salvar a nação de Israel e estabelecer o seu Reino milenial; será publica e visível a todos. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o transpassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele. Sim! Amém! (Apocalipse, 1.7).
Ele virá em glória com os seus anjos e com os seus santos (a igreja).
E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória (Mt.25.31).
E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos (Judas, 14). Aleluia! a igreja também será participante da vinda de Jesus em glória. Amém! 

segunda-feira, 13 de março de 2017

PASSANDO PELO VALE DE BACA (Uma Fonte de Consolo).

Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.
Até o pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si e para sua prole, junto dos teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu.
Bem-aventurado os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente.
Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados, o qual, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques (Salmos, 84.1-6).

Este salmo ressalta o amor pelos tabernáculos de Deus, e também o ardente desejo pela Casa de Deus.
O santuário de Deus aqui é retratado de forma especial. Está nos átrios da Casa do SENHOR, é tão importante que o escritor deste salmo diz: Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil. Preferiria estar à porta da Casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade (versículo, 10).

Nos tempos do Velho Testamento, os israelitas piedosos faziam peregrinações a Sião, a mesma Jerusalém, para adorar a Deus no templo e celebrar festas religiosas. Esta era a alegria maior de suas vidas; eles amavam os tabernáculos de Deus, suspiravam pelos átrios do Senhor, exultavam pelo Deus vivo!
Aquelas peregrinações eram muito difíceis em certos trechos, mas eles as enfrentavam com alegria; renovavam suas forças antegozando o momento em que apareceriam diante de Deus em Sião (v.7).
O trecho mais difícil da viagem, para a maioria deles, era passar pelo Vale de Baca (Versão Revista e Corrigida), também chamado Vale das Lamentações (Septuaginta), Vale de Lágrimas (Vulgata Latina), Vale das Balsameiras (Bíblia de Jerusalém), e Vale Árido (Versão Revista e Atualizada). “Baca” é uma palavra hebraica que significa “choro”, “lágrima”. As balsameiras são plantas que destilam, gotejam ou “choram” o bálsamo, uma resina de odor tão agradável que a palavra “bálsamo” veio a significar, figurativamente, “alívio”, “conforto”, “lenitivo”. As peregrinações de Israel são um tipo ou símbolo da peregrinação dos cristãos neste mundo.

PASSANDO PELO VALE DE BACA.

Quando passamos pelo vale de Baca, enfrentamos:

ADVERSIDADES.

Os israelitas de quase toda a Palestina tinham que passar pelo Vale de Baca, o caminho para Jerusalém, onde estava o templo do SENHOR, tinha uma topografia difícil, e obrigatoriamente eles teriam que passar. Na experiência cristã não é diferente, muitas vezes somos obrigados a passar pelo vale da provação de Deus. Muitas são as adversidades que nos afligem e nos fazem chorar no transcurso desta nossa peregrinação terrena. Muitas vezes enfrentamos: Desapontamentos, desastres, calamidades, perdas, escassez, enfermidades e etc. De um modo ou de outro, cedo ou tarde, mais ou menos vezes, todos nós passaremos pelo vale.

ESCASSEZ.

O vale de Baca é um lugar árido e pedregoso, quase inóspito à vida. Não tem rios que proporcione alegria; a sua vegetação é seca e não há frutos. os poços, cavados por alguns dos peregrinos que nos antecederam, são muitas vezes, “cisternas rotas que não retêm as águas”. Devido a seca, a escassez é grande, mas o desejo e a ansiedade dos peregrinos em chegar a Casa de Deus, supera todos os obstáculos e falta de recursos.
Se você está passando no vale de Baca, e enfrentando escassez, não desista, vá em frente, vai valer a pena, o SENHOR, Jeová-Jiré, proverá todas as coisas.

ENFRENTAMOS OS PERIGOS E APRENDEMOS A DEPENDER DE DEUS.

Este vale está infestado de espíritos maus, eles tentam os que passam, fazendo insinuações malditas e sugestões blasfemas, para que venhamos a desistir. Armam ciladas, lançam os seus dardos inflamados de dúvidas e querem nos fazer parar.
Mas, neste vale nós aprendemos a depender inteiramente de Deus. No vale de Baca, nos tornamos mais fortes, mais humildes, mais maduros e dependentes de Deus. Enfim, ficamos mais crentes e com as nossas forças renovadas.

CONCLUSÃO:
Se você está passando pelo vale de Baca, e está em meio as aflições, choros, lágrimas, escassez e perigos; não se apavore, Deus vai muda esta fase árida da sua vida, por mananciais de águas. O choro Ele vai transformar em alegria e a escassez em abundância, Ele será o teu bálsamo e lenitivo para te confortar. Amém! 

domingo, 12 de março de 2017

BERACA, O VALE DA BÊNÇÃO.

E, ao quarto dia, se ajuntaram no vale de Beraca, porque ali louvaram o SENHOR; por isso, chamaram aquele lugar vale de Beraca, até ao dia de hoje (II Cr. 20.26).

O vale é uma planície que fica entre as montanhas. Segundo a geografia bíblica, o vale de Beraca, ficava localizado perto do deserto de Tecoa, ao sul de Judá, na altura da estrada principal de Belém a Hebrom. Identificado como o vale da bênção ou do louvor, este Vale de Bênção foi o lugar de grande regozijo e de uma festa de ação de graças do rei Josafá e seu povo, depois da vitória sobre os amonitas e moabitas, pela imediata intervenção de Deus. 

Na nossa caminhada cristã muitas vezes passamos por vários tipos de vales, sejam eles de aflição, provação, solidão e até mesmo decisão; quando muitas vezes temos que decidir qual direção devemos seguir. O rei Josafá, alcançando favor de Deus, venceu uma grande batalha contra os amonitas, os moabitas e os da montanhas de Seir. Após a vitória, o rei Josafá e todo povo de Judá, descem ao vale de Beraca para louvarem ao SENHOR, em gratidão a grande vitória recebida.
 

Depois da luta vem a vitória. Não foi fácil para Josafá, mas ele confiou em Deus, lhe pediu socorro, e venceu. A palavra de Deus nos diz: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl.46). Quando confiamos em Deus, não importa o tamanho do inimigo, nem se ele é muito forte ou se o seu exército é muito grande; porque quando oramos e cremos que Deus estar no controle da situação, podemos descansar o coração e crer na sua palavra, que ele vai começar a agir para nos dá uma grande vitória. Diz a bíblia que, o rei Josafá e todo o povo de Judá, confiaram no SENHOR, creram na sua palavra e cantaram louvores a Deus. 
Após a vitória, eles passaram três dias saqueando os despojos da guerra, e depois que eles recolheram em abundância todos os objetos preciosos; no quarto dia, se ajuntaram no vale de Beraca, que significa, o vale da bênção, para ali louvarem agradecendo ao SENHOR, pela vitória. Assim como o rei Josafá e o povo de Judá, foram vitoriosos, você também vai vencer; não importa o inimigo, nem o tamanho do problema que você estar enfrentando; Deus vai se levantar pela tua causa e vai guerrear a tua guerra, porque a peleja não é tua, é de Deus. Deus vai te tirar do vale da humilhação, e vai te levar para o vale da bênção, e todos verão a tua vitória e a glória do Deus de Israel, na tua vida. Amem!