segunda-feira, 15 de junho de 2015

O TEMPO DE DEUS.

Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte (1Pe.5.6).

O tempo de Deus é diferente do nosso, isto é, no ponto de vista humano; porque Deus não depende do tempo nem é regido pelo tempo. Ele conhece o fim desde o princípio, e para Ele não existem passado presente e futuro, Ele vê e sabe tudo na mesma dimensão. Deus é Senhor do tempo, Ele nunca precisou de marcar horas nem data para realizar seus propósitos; Ele não depende da cronologia humana, o seu tempo é perfeito e completo.

KHRONOS E KAIRÓS. 

O termo Kairós refere-se tanto a um personagem da mitologia, quanto uma antiga noção grega para referir-se a um aspecto qualitativo do tempo. A palavra Kairós, em grego, significa o momento certo. Sua correspondente em latim, momentum, refere-se ao instante, ocasião ou movimento que deixa uma impressão forte e única para toda a vida.

Na estrutura temporal da civilização moderna, geralmente se emprega uma só palavra para significar o "tempo". Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: khronos e kairos. Enquanto khronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, o tempo que se mede, e kairos é um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece, a experiência do momento oportuno. É usada também em teologia para descrever a forma qualitativa do tempo, o "tempo de Deus", enquanto khronos é de natureza quantitativa, o "tempo dos homens".

Kairós refere-se a uma experiência temporal na qual percebemos o momento oportuno em relação à determinado objeto, processo ou contexto. Em palavras simples, diríamos que Kairós revela o momento certo para a coisa certa. Kairós simboliza o instante singular que guarda a melhor oportunidade, ele é o momento crítico para agir, a ocasião certa, a estação apropriada.

Na teologia cristã, em síntese pode-se dizer que khronos, é o "tempo humano", é medido em anos, dias, horas e suas divisões. Enquanto o termo kairos, que descreve "o tempo de Deus", não pode ser medido, pois "para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia”(2Pe.3.8).

DEUS TEM UM TEMPO DETERMINADO PARA AGIR.

Então o SENHOR falou a Abrão: “Sabe, com toda a certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Contudo Eu julgarei e castigarei a nação que a fizer sujeitar-se à escravidão; e depois de muitas aflições, teus descendentes sairão livres, levando muitas riquezas! Tu, porém, gozarás de uma velhice abençoada, morrerás em paz, serás sepultado e irás reunir-te com os teus pais no mundo dos mortos. Depois de quatro gerações, teus descendentes retornarão para estas terras; porquanto não expulsarei os amorreus até que eles se tornem tão malignos, que mereçam ser severamente castigados (Gn.15.13-16).

Ora, a permanência dos filhos de Israel no Egito durou quatrocentos e trinta anos. Exatamente no dia em que se completaram os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do SENHOR abandonaram o Egito (Ex.12.40,41).

Portanto, assim afirma o SENHOR dos Exércitos: ‘Visto que não destes ouvidos às minhas palavras, chamarei todos os povos do Norte’, diz o SENHOR, ‘como também Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, sobre os seus moradores e sobre todas estas nações em redor. Eu os destruirei totalmente e farei que se tornem alvo de terror, de zombaria, vergonha e perpétua desolação. Farei cessar dentre eles a voz de exaltação, de júbilo e grande alegria; a voz do noivo e a voz da noiva, o som do moinho e a luz do candeeiro. Toda esta terra se transformará em um monte de entulho e tristeza; e estas nações servirão ao rei da Babilônia por um período de setenta anos.
Quando se completarem os setenta anos, julgarei e agirei contra o rei da Babilônia e a sua nação, a terra dos caldeus e babilônios, por causa de suas próprias iniquidades’, diz o SENHOR, ‘e deixarei esta terra completamente arrasada para sempre. Cumprirei naquela terra tudo o que adverti que faria contra ela, exatamente tudo o que está escrito neste livro e que Jeremias profetizou contra todas as nações! Porquanto os próprios babilônios serão feitos de escravos por muitas nações e grandes reis; Eu lhes pagarei conforme as suas atitudes e as suas obras!’(Jr.25.8-14).

 

“Assim diz o SENHOR: ‘Quando se completarem os setenta anos da Babilônia, Eu cumprirei a minha promessa a vosso favor, de trazer-vos de volta para este exato lugar. Porquanto somente Eu conheço os planos que determinei a vosso respeito!’, diz o SENHOR, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dor e prejuízo, planos para dar-vos esperança e um futuro melhor (Jr.29.10,11).

No primeiro ano de Dario, filho de Assuero em hebraico, Xérxes, em persa, da linhagem dos medos, foi constituído rei sobre todo o povo caldeu babilônio, no primeiro ano do seu governo real, eu, Daniel, compreendi mediante a leitura atenta das Sagradas Escrituras, de acordo com a Palavra do SENHOR, concedida ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos (Dn.9.1,2).

Então o SENHOR enviou ao rei Acaz esta outra mensagem: “Pede um sinal miraculoso ao SENHOR, o teu Deus, seja das profundezas do Sheol, seja das mais elevadas alturas!” Acaz, entretanto, respondeu: “Não pedirei nada, não colocarei o SENHOR à prova!” Então falou Isaías: “Ouvi vós, todos os descendentes da Casa de Davi! Parece-vos pouco o fatigares e provares a paciência dos homens? Agora quereis também abusar da paciência do meu Deus? Pois sabei que o Eterno, o Senhor, ele mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o Nome dele será Emanuel, Deus Conosco! (Is.7.10-14).

Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos (Gl.4.4,5).

O tempo humano nunca será igual ao tempo de Deus, o tempo de Deus é perfeito, completo e extraordinário. Muitas vezes por não entendermos o tempo de Deus, nos desesperamos e agimos precipitadamente; porém Ele diz na sua palavra: “Porque, os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e os vossos caminhos não são os meus caminhos!” Diz o SENHOR.
“Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.
Como a chuva e a neve descem dos céus e não retornam para eles sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, a fim de que ela produza sementes para o semeador e pão para os que dele se alimentam,
assim também acontece com a Palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas realizará toda a obra que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei (Is.55.8-11). Amém!
No tempo de Deus tudo vai se cumprir, porque o tempo de Deus é perfeito, vale a pena esperar.