quarta-feira, 26 de outubro de 2016

QUATRO ÂNCORAS NA VIDA DO CRISTÃO.

E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma grande tempestade, fugi-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia (Atos, 27. 19,20,29).

O escritor Lucas nos relata neste episódio que Paulo estava sendo levado como prisioneiro em um navio de carga para Roma, onde lá ele seria julgado. Com Paulo nessa embarcação havia outros presos, que totalizavam 276 pessoas, contando com o centurião, os soldados e o comandante do navio. Essa viagem durou cerca de 15 dias, e durante a viagem houve muitas intempéries e situações desastrosas, a ponto do navio ficar totalmente destruído. Lucas e Aristarco companheiros de Paulo, iam juntos nesta viagem.
Lucas em sua narrativa nos informa: E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma grande tempestade, fugi-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia (Atos, 27. 19,20,29).
Toda trajetória desta viagem de Paulo no capítulo 27 do livro de Atos, é um retrato da nossa vida cotidiana que muitas vezes temos que enfrentar muitas turbulências e adversidades no mar desta vida.
Passar muitos dias sem sol e muitas noites sem estrelas e ainda enfrentar tempestade, é uma situação muito difícil e alarmante. Quando nos falta o sol no dia e as estrelas na noite, certamente há falta de esperança. Se os seus dias estão sem sol e a sua noite sem estrelas, sugiro a você que lance "âncoras". Todos nós somos marinheiros, e na trajetória da viagem há muitas tempestades, mas, Deus tem uma saída, uma resposta, uma solução. 

1. ÂNCORA DA CONFIANÇA.

Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Salmos, 125.1). 
Mas, agora, vos admoesto a que tenhas bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio (Atos, 27.22).

É preciso confiarmos em Deus na hora da adversidade, quando as ondas do mar desta vida vem para nos sucumbir, temos que ancorar a nossa confiança em Deus. Está escrito: Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Salmos, 125.1). Firme a âncora da sua confiança em Deus, descanse e deixe Deus agir.

2. ÂNCORA DA FÉ.

Portanto, ó varões, tende bom ânimo! Porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito (Atos, 27.25).
Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hebreus, 10.38).

Paulo acreditou, teve fé na palavra de Deus, naquilo que Deus falou. Mesmo estando em uma situação desesperadora, ele não perdeu a fé. Assim deve ser a vida de um cristão que vive pela fé. Mesmo que as tempestades desta vida venham para querer nos destruir, jamais devemos perder a fé, temos que acreditar que Deus está no controle, e no final tudo vai dar certo. Está escrito: Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hebreus, 10.38). 

3. ÂNCORA DA  ESPERANÇA.

... Nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; a qual temos como âncora da alma segura e firme ... (Hebreus, 6.18,19). Porque em esperança somos salvos... (Romanos, 8.24).

Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo (Atos, 27.23).
Portanto, exorto-vos a que comais alguma coisa, pois é para a vossa saúde; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós (Atos, 27.34).
Houve um momento tão desesperador nesta viagem de Paulo, a ponto deles perderem toda esperança. Lucas, assim relata: E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma grande tempestade, fugi-nos toda a esperança de nos salvarmos (Atos, 27.20). Porém, Deus renova a nossa esperança e nos dá a certeza que não estamos sós. Paulo disse aos seus companheiros: Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo (Atos, 27.23). A presença de Deus nos dá uma viva esperança e nos garante que não vamos ser derrotados. Esqueça tudo que não pode lhe dá esperança, e ponha toda a sua esperança em Deus. Está escrito: Bem -aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus (Salmos, 146. 5).
Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR (Lamentações, 3.26). 
Lance a âncora da esperança, e você não será abalado, a sua alma estará firme em Deus. O escritor aos hebreus nos diz: ... Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; a qual temos como âncora da alma, segura e firme e que penetra até o interior do véu (Hebreus, 6.18,19). 

4. ÂNCORA DA PROVIDÊNCIA.

Quando se fez dia claro não reconheceram a terra, mas puderam avistar uma enseada, onde havia praia, e decidiram que o melhor seria tentar encalhar o navio ali. Então, cortando as cordas que seguravam as âncoras, abandonaram-nas no mar, desatando ao mesmo tempo as amarras que prendiam os lemes. Em seguida, alçando ao vento a vela que restara na proa, foram conduzidos em direção à praia. Entretanto, dando num lugar onde duas fortes correntes marítimas se encontravam, o navio encalhou em um banco de areia. A proa encravou-se e ficou imóvel, e a popa foi despedaçada pela força constante das ondas. Então, os soldados resolveram matar os prisioneiros para impedir que alguns deles conseguissem fugir, atirando-se ao mar. Contudo, o centurião, desejando poupar a vida de Paulo, os impediu de executar a ação proposta. E ordenou aos que sabiam nadar que se lançassem em primeiro lugar ao mar e rumassem em direção à terra. Os demais deveriam seguir os primeiros e salvar-se com a ajuda de tábuas ou destroços flutuantes do navio. E, assim, ninguém se perdeu e todos chegaram a salvo em terra firme (Atos, 27. 39-44).

Após uma noite muito difícil, chegando o dia tentaram por todos os meios contornar a situação, porém o navio ficou encalhado em um banco de areia, e uma forte corrente de águas destruiu totalmente o navio. Os soldados entrando em desespero resolveram matar todos os prisioneiros. Porém, por uma providência Divina, o centurião (o chefe dos soldados) querendo poupar a vida de Paulo, impediu que os soldados executassem os presos. Ordenou que todos se lançassem ao mar e rumassem em direção à terra. Assim todos chegaram em terra firme, são e salvos, ninguém se perdeu.

Deus é provedor e a sua providência é eficaz, Ele não falha. Um dos nomes de Deus é Jeová jiré. No momento crucial da vida do patriarca Abraão, em obediência a ordem de Deus, ele leva o seu filho Isaque para ser sacrificado. Andando ambos juntos a caminho do monte do sacrifício, surge a pergunta do seu filho: Onde está o cordeiro para o holocausto? A resposta de Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho (Gênesis, 22. 7,8). Devemos nos momentos críticos, difíceis da nossa vida, lança a âncora da providência, crer como Abraão e dizer pela fé: Deus proverá! 

CONCLUSÃO:
Eles lançaram ao mar quatro âncoras para garantir estabilidade. Dentro do navio estava um homem de Deus que diante das turbulências não se abalou. Deus quer dar a você equilíbrio, quando tudo em sua volta estiver abalado, confie em Deus e se mantenha firme. As âncoras servem para sustentar o navio e mantê-lo firme. Mas a âncora espiritual da nossa alma serve para dar estabilidade à nossa vida. Amém!

sábado, 22 de outubro de 2016

A ÚLTIMA ADVERTÊNCIA

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo (Apocalipse, 1.3).

Neste versículo encontramos três palavras referente ao livro de Deus: Ler, ouvir, guardar. Estas palavras quando postas em pratica, trará felicidade para os que praticam.
Uma advertência: O tempo está próximo.
Esta expressão: O tempo está próximo, tem haver com a consumação dos séculos, o fim de todas as coisas.
Mais do que nunca, estamos percebendo que o fim está próximo. Nunca na história da humanidade foram vistos por repetidas vezes tantos sinais que evidenciam os tempos do fim.
As profecias bíblica anunciam que os tempos do fim seriam pontilhados de rebelião contra Deus, falta de amor e total degeneração do pecado. Paulo prevê por uma visão escatológica que os últimos dias seriam tempos trabalhosos (difíceis). Na sua visão futurista ele diz: Sabe, entretanto, disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens amarão a si mesmos, serão ainda mais gananciosos, arrogantes, presunçosos, blasfemos, desrespeitosos aos pais, ingratos, ímpios, sem amor, incapazes de perdoar, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, inconsequentes, orgulhosos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, com aparência de piedade, todavia negando o seu real poder. Destes afasta-te (II Timóteo, 3.1-5). Isto é um retrato da sociedade atual, é inegável que tudo isto está acontecendo no mundo todo em nossos dias. 

Paulo também escrevendo aos romanos, nos dá um relato acerca de uma sociedade depravada e alienada de Deus. Ele diz: Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça humana, pois o que de Deus se pode conhecer é evidente entre eles, porque o próprio Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido observados claramente, podendo ser compreendidos por intermédio de tudo o que foi criado, de maneira que tais pessoas são indesculpáveis; porquanto, mesmo havendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças; ao contrário, seus pensamentos passaram a ser levianos, imprudentes, e o coração insensato deles tornou-se em trevas. E, proclamando-se a si mesmos como sábios, perderam completamente o bom senso e trocaram a glória do Deus imortal por imagens confeccionadas conforme a semelhança do ser humano mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.
Por esse motivo, Deus entregou tais pessoas à impureza sexual, segundo as vontades pecaminosas do seu coração, para degradação de seus próprios corpos entre si. Porquanto trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram objetos e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém!
E, por essa razão, Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. De igual modo, os homens também abandonaram as relações sexuais naturais com suas mulheres e se inflamaram de desejo sensual uns pelos outros. Deram, então, início a sucessão de atos indecentes, homens com homens, e, por isso, receberam em si mesmos o castigo que a sua perversão requereu.
Além do mais, considerando que desprezaram o conhecimento de Deus, Ele mesmo os entregou aos ardis de suas próprias mentes depravadas, que os conduz a praticar tudo o que é reprovável. Então, tornaram-se cheios de toda espécie de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão empanturrados de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; vivem criando maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais; são insensatos, desleais, sem amor e respeito à família, sem qualquer misericórdia para com o próximo. 

E, apesar de conhecerem a justa Lei de Deus, que declara dignos de morte todas as pessoas que praticam tais atos, não somente os continuam fazendo, mas ainda aprovam e defendem aqueles que também assim procedem (Romanos, 1.18-32). 

Este é mais um retrato de uma sociedade ímpia, depravada e inimiga de Deus. O fato é que esta sociedade está em evidência em nossos dias. Estamos vivendo os tempos do cumprimento das profecias bíblicas. Talvez as pessoas não tenham interesses de ler acerca desta temática, pois lhes parecem loucura, muitos não aceitam e acham ridículo confrontar os comportamentos das pessoas. Isto porque já estão envolvidas com o sistema mundano e vivem na prática do pecado. Sobre isto Jesus falou: E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará (Mateus, 24.12).

O fim está próximo, é tempo de despertarmos para a Verdade e procurar andar no caminho de Deus. Deixe o engano, a hipocrisia, a maldade e busque a Deus; arrependa-se dos seus pecados e aceite a Jesus Cristo, como seu único e suficiente Senhor e Salvador. Amém!    

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ANSIEDADE

   Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós
   (I Pedro, 5.7).

Estamos vivendo uma época de grandes avanços científicos e tecnológicos.
A era moderna e a pós-modernidade na atualidade tem causado grande impacto sobre a vida das pessoas, a ponto de deixa-las apreensivas e ansiosas por tantas coisas. A verdade é que as pessoas não querem mais perder tempo em esperar, tudo tem que ser rápido. O ser humano é por natureza ansioso em tudo que quer e deseja, muitos não buscam um equilíbrio para controlar suas ansiedades e chegam a entrar em um estado de extrema depressão. O pior é que a ansiedade ao extremo pode desencadear doenças psicossomáticas e levar a pessoa a um estado caótico.
Todavia há um remédio recomendado na palavra de Deus, que nos orienta dizendo: Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós
(I Pedro, 5.7).

Ter ansiedade é normal, errado é quando se chega a um extremo a ponto de não poder controla-la.
Jesus ensinando sobre este tema disse: Portanto, vos afirmo: não andeis preocupados com a vossa própria vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as roupas? Contemplai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem armazenam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as sustenta. Não tendes vós muito mais valor do que as aves? Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar algum tempo à jornada da sua vida? E por que andais preocupados quanto ao que vestir? Observai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Eu, contudo, vos asseguro que nem Salomão, em todo o esplendor de sua glória, vestiu-se como um deles. Então, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que iremos comer? Que iremos beber? Ou ainda: Com que nos vestiremos? Pois são os pagãos que tratam de obter tudo isso; mas vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. Buscai, assim, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará suas próprias preocupações. É suficiente o mal que cada dia traz em si mesmo (Mateus, 6.25-34).

O apóstolo Paulo fazendo referência a inquietude humana, diz: Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças (Filipenses, 4.6). A nossa ansiedade precisa ser controlada, devemos buscar a direção de Deus, descansar Nele e na sua palavra. O melhor remédio para ansiedade é confiar e descansar no SENHOR. Assim está escrito: Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração (Salmos, 37.4). Deleitar-se é o mesmo que descansar, sentir prazer no SENHOR, e esperar, na certeza que Ele não falha.

CINCO RAZÕES PORQUE NÃO DEVEMOS ANDAR ANSIOSOS:

1. DEUS É PROVEDOR.
E servireis ao SENHOR, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades (Êxodo, 23.25).
Os filhos dos leões necessitam e tem fome, mas aqueles que buscam ao SENHOR de nada têm falta (Salmos, 34.10).  

2. DEUS É CUIDADOR.
Quem é como o Eterno, nosso Deus, que reina nas mais elevadas alturas, mas se inclina bondosamente para contemplar o que se passa nos céus e na terra?
Ele levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre, a fim de estabelecê-los como príncipes do seu povo. Oferece uma família à estéril, e dela faz uma feliz mãe de filhos. Aleluia! (Salmos, 113.5-9).

3. DEUS É COMPASSIVO.
Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece daqueles que o temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó (Salmos, 103.13,14).  

4. DEUS É JUIZ.
O SENHOR julgará os povos; julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim. Tenha já fim a malícia dos ímpios, mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas o coração e a mente. O meu escudo está com Deus, que salva os retos de coração. Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias (Salmos, 7. 8-11).  

5. DEUS É A SOLUÇÃO.
Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará (Salmos, 37.5).
Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confia no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna (Isaías, 26. 3,4).

CONCLUSÃO:
Descansar em Deus é a melhor opção para sanar as nossas ansiedades. De nada vai adiantar as nossas inquietações, pois em nada resolverá, é preciso ter fé, confiar e entender que tudo tem o seu tempo determinado; nada fora do tempo dá certo. É preciso esperar, o mundo não foi feito em um único dia.
Que todas as nossas inquietações e ansiedades sejam lançadas sobre Jesus, Ele tem respostas e soluções para tudo e para todos. Amém!

sábado, 15 de outubro de 2016

AÍ VEM O NOIVO!

Mas, à meia noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! (Mateus, 25.6).

Nesta parábola Jesus nos ensina sobre a necessidade de vigiarmos e de estarmos preparados para a qualquer momento encontrarmos com o noivo (Jesus) na sua vinda.
Esta parábola é um relato de um casamento judaico. Havia duas fases nos casamentos judaicos típicos da época de Cristo. Na primeira, o noivo ia à casa da noiva e participava da cerimônia de entrega da noiva. Na segunda fase, o noivo voltava e a levava para um grande banquete em sua casa. As virgens eram damas de honra e tinham o dever cerimonial de preparar a noiva para encontrar com o noivo e recepcioná-lo na sua chegada.
As candeias eram grandes lamparinas alimentadas por azeite capazes de permanecerem acessas ao ar livre por um bom tempo. Quando o azeite da candeia era totalmente consumido era necessário um novo abastecimento para permanecer acessa.
Essa parábola nos traz uma mensagem sobre a necessidade do cristão estar sempre preparado e vigilante, pois a volta do SENHOR é certa, repentina e iminente.

LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER NA PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS:

CANDEIAS.
Portanto, o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo (Mt.25.1).
Candeias acessas é um símbolo da luz, precisamos ter luz e andarmos na luz para podermos nos encontra com o noivo, JESUS.

AZEITE.
As que eram inconsequentes, ao pegarem suas candeias, não levaram azeite de reserva consigo. Entretanto, as prudentes, levaram azeite em vasilhas, junto com suas candeias (Mt.25.3,4). 
Azeite na bíblia é símbolo do Espírito Santo. Precisamos ter o Espírito Santo na nossa vida para nos guiar, nos ensinar, nos consolar e nos conduzir ao Noivo que é JESUS.

PRUDÊNCIA. 
Cinco delas eram prudentes, e cinco, insensatas (Mt.25.2).
Prudência é uma virtude que todo cristão deve ter, a prudência é uma prevenção, um preparo antecipado antes que algo aconteça. A igreja de Jesus deve estar preparada para sua vinda, e não se preparando. Quem não anda prudentemente é uma pessoa insensata, e pode ser pego de surpresa.  

O CLAMOR DA MEIA NOITE.
Mas, à meia noite, ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro! (Mateus, 25.6).
Meia noite na bíblia sempre expressa exatidão de tempo de um fato ocorrido. Na verdade os acontecimentos e cumprimentos das profecias bíblicas nos sinalizam que estamos perto da meia noite profética de Deus, e que a qualquer momento pode ocorrer a iminente vinda de Jesus para arrebatar a sua igreja.

CONCLUSÃO:
Que possamos estar vigilantes quanto a vinda do Noivo, JESUS. Pois, assim como as virgens prudentes estavam preparadas e vigilantes a espera do noivo, deve também a igreja, que é a noiva de Jesus estar preparada para a volta do Noivo. A sua vinda é certa, repentina e iminente. Amém!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

DEUS TEM UMA PALAVRA PRA VOCÊ

O rei ficou só, assentado em sua cadeira real na sala de verão, no terraço. Eúde chegou bem perto dele e esclareceu: “Trago uma mensagem de Deus para ti, ó rei!” Imediatamente o rei se levantou do trono. Então, rapidamente, Eúde estendeu a mão esquerda, apanhou a espada de sua coxa direita e cravou-a na barriga do rei (Juízes, 3.20,21). ... Agora, pois, estamos todos presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto por Deus te é mandado (Atos, 10.33).

Ouvir uma boa palavra em tempos de crise, em momentos critico da nossa vida, quando muitas vezes nos encontramos em um beco sem saída é algo revigorante, é como balsamo na nossa alma. 
Deus sempre tem uma palavra certa no momento oportuno para nossa vida, Ele conhece as nossas necessidades e sabe de tudo a nosso respeito.
Quando nós abrimos nosso coração para receber a palavra de Deus e ouvir Deus falar, a história da nossa vida começa a mudar. Deus jamais negou a sua palavra, desde o princípio da criação Deus vem sempre falando com o homem. Dependendo de cada situação a palavra de Deus pode vir recheada de juízo, edificação ou consolação.
Você já ouviu muitas palavras por parte de várias pessoas, e até de pessoas influentes, talvez você até acreditou e confiou, mas foi decepcionado (a). Porém há um Deus que não nos decepciona, quando Ele fala a sua palavra é fiel e verdadeira. 
Existem pessoas que entram em desespero e vão em busca de uma palavra em tudo quanto é lugar, elas querem respostas para seus dilemas e soluções para os seus problemas. Buscam em toda parte, mas esquecem de consultar a bíblia, a palavra de Deus. Deus tem uma palavra para você, abra a bíblia e leia-a e Deus vai falar com você. Amém!

Quando Deus fala a sua palavra tem endereço certo, ela cumpri o seu propósito e não volta vazia. Assim está escrito: Como a chuva e a neve descem dos céus e não retornam para eles sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, a fim de que ela produza sementes para o semeador e pão para os que dele se alimentam, assim também acontece com a Palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas realizará toda a obra que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei (Isaías, 55.10,11).
Deus falou através do profeta Jeremias acerca da invasão do rei da Babilônia e que este levaria cativa a nação de Judá. Porém, muitos não acreditaram, inclusive o rei de Judá, que mandou prendê-lo. Passado dias o rei decidiu soltá-lo e ouvi-lo novamente. 
Então o rei mandou buscá-lo e Jeremias foi trazido ao palácio. E, secretamente, o rei lhe indagou: “Há alguma Palavra da parte do SENHOR?” Ao que imediatamente replicou Jeremias: “Há!” E, concluiu: “Eis que serás entregue nas mãos do rei da Babilônia!”(Jeremias, 37.17).
Deus quando fala a sua palavra não muda, ela é fiel aos propósitos de Deus.
Ouça a voz de Deus e obedeça, porque Deus tem pensamentos de paz e prosperidade a seu respeito.
Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então, me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração ( Jeremias, 29.11-13).
Descanse na palavra de Deus, Ele proverá todas as coisas, a última palavra é a de Deus, o resto são prognósticos falíveis. Amém!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A GLÓRIA DA SEGUNDA CASA

Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, e farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o SENHOR dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos (Ageu, 2.6,7,9).
A glória da segunda casa (templo) não dizia respeito ao seu tamanho nem ao esplendor do material usado na sua construção. Até porque, em comparação com o primeiro templo, o segundo foi inferior, a ponto de despertar um sentimento de tristeza e choro nos anciãos que viram o que fora construído por Salomão. A glória da segunda casa estava ligada à vinda do Messias, Jesus Cristo, o verdadeiro templo de Deus e a real manifestação da sua glória.

Agora vamos estudar com mais profundidade a profecia dita por Ageu, profeta da reconstrução. O capítulo 2 do livro de Ageu versículos de 1 ao 9 tem a ver com a reconstrução do templo de Jerusalém.

Os Judeus tiveram alguns templos. O mais famoso foi aquele construído nos dias do rei Salomão e destruído por Nabucodonosor, quando invadiu Jerusalém. O segundo templo foi erguido pelo governador Zorobabel, nos tempos de Ageu, e ficou conhecido como “o templo de Zorobabel”. Já o terceiro foi chamado de o “templo de Herodes”.
Vamos conhecer um pouco da história de cada templo? O de Salomão foi o mais famoso. Ele começou a ser planejado por Davi, pai de Salomão. Coube a Davi preparar todos os materiais para essa obra. Entre outras coisas estavam cem mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata (I Crônicas 22:14).
Para que você possa avaliar o tamanho e o valor de tudo isso quero atualizar em medidas de nossos dias (um talento, equivale a 28,38 kg. a 30,27 kg). Somente em ouro foi utilizado o equivalente a três mil e vinte e sete quilos; já de prata, foi o equivalente a 30 mil e 279 quilos. O luxo desse templo foi algo incomparável, na época.
Quando este templo foi dedicado ao Senhor, a glória de Deus tomou conta dele (II Crônicas, 7.1-3). “A construção do templo iniciou no quarto ano do reinado de Salomão (I Reis 6:1)” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol.6, p. 429).
“O templo construído por Salomão chegou ao fim por ocasião do reinado de Zedequias. Ele rebelou-se contra Nabucodonosor. No revide babilônico, a cidade de Jerusalém caiu, em 586 AC. Zedequias tentou fugir, sob a escuridão da noite, mas acabou sendo capturado pelas tropas inimigas. O templo e a cidade foram incendiados. Dessa maneira acabaram os trezentos e oitenta anos de história deste templo” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol.6 p. 434).

O segundo templo mencionado é o de Zorobabel. Este foi construído nos dias do profeta Ageu. Foi uma construção muito inferior a de Salomão. Ciro, rei da Pérsia, quando conquistou Babilônia, ordenou que os Judeus voltassem para a Palestina e deu condições para que a cidade e o templo fossem reedificados. “De acordo com o decreto de Ciro, o templo de Jerusalém deveria ser reconstruído com trinta metros de largura e trinta metros de altura… O templo de Zorobabel tornou-se conhecido como o segundo templo, e continuou servindo até o ano 20 AC, mais ou menos. Portanto perdurou mais de cem anos que o primeiro” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia vol.6, p. 436).
Essa construção, nos dias do rei Herodes, sofreu reformas e alterações. Por economia de tempo, não vou mencioná-las, mas acabou ficando um templo majestoso e imponente. Ele foi reconstruído com pedras calcárias brancas que, ao serem polidas, davam uma aparência extraordinária. Este templo era o orgulho dos Judeus nos dias de Cristo.
Creio que agora já temos as informações necessárias para compreendermos a profecia de Ageu. Nos dias do profeta, o povo estava mais preocupado em cuidar dos seus interesses, do que dos de Deus.
Quando o segundo templo começou a ser reconstruído, foram vistas duas reações bem distintas. Os mais velhos choravam de tristeza, e os mais jovens, gritavam de alegria (Esdras 3:12). Os mais velhos viam um templo bem menor do que o primeiro, e os mais jovens estavam felizes, porque um templo estava sendo finalmente construído.
A inferioridade do templo era motivo de desânimo para os mais velhos. E o pior é que os mais jovens estavam sendo afetados grandemente pelas criticas e murmurações dos idosos. Os mais velhos estavam mais preocupados com a glória do templo, do que com as bênçãos espirituais que o templo podia proporcionar.
Na profecia de Ageu, este templo receberia o Desejado de todas as Nações. Quando Ele viesse as nações seriam abaladas, a terra iria tremer. Era para isto que o povo nos dias de Ageu deveria olhar. Os olhos deveriam estar direcionados um pouco mais para frente. Esse templo seria muito mais famoso do que o de Salomão. Nos dias de Salomão apenas uma glória encheu o templo, mas na segunda construção, que o profeta procurava entusiasmar o povo para erguer, receberia o próprio Filho de Deus. E assim foi.

“Encherei de glória esta casa”, era a promessa de Deus a um povo desanimado. Para os Judeus o que dava a glória era o ouro e a prata que havia em abundância no templo de Salomão, mas para Deus o que iria frequentar o segundo templo, era muito superior a prata e o ouro. O que iria frequentar o templo era o Dono da prata e do ouro de todo o mundo e a sua glória maior e mais elevada do que a glória da primeira casa.

CONCLUSÃO:
Amigo, o que é que tem valor para você? É a prata ou o ouro? Ou é a pessoa de Cristo? Os judeus daquela época tiveram essa grande dificuldade pela frente. E hoje a história com facilidade é repetida. Pela prata e ouro, as pessoas dedicam muito de seu tempo e gastam suas energias, porque para eles é isto que tem grande valor, e bem poucos veem valor na pessoa de Jesus Cristo.
Que Deus nos ajude a ver mais valor – muito mais valor – na pessoa de Jesus Cristo.
Creia no Senhor e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará. Amém!

domingo, 9 de outubro de 2016

LUTAS E VITÓRIAS

Bendito seja o SENHOR, minha rocha, que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra (Salmos, 144.1).

Viver é um desafio, a luta pela vida começa deste o ventre da nossa mãe. No útero materno é travada uma guerra, são milhões de espermatozoides na disputa pela vida e só um consegue vencer e sobreviver.
A nossa vida é pontilhada de desafios e precisamos lutar a cada dia para vencê-los. Todos os dias enfrentamos uma luta, cada dia que passa é mais uma batalha ganha. É impossível termos vitória se não houver luta. Um guerreiro vai à luta, os covardes desistem e só os perseverantes são vencedores. É preciso lutar pelos nossos objetivos, se não lutamos não temos vitória e se não vamos a luta não vale a pena viver.
Muitas vezes temos que pagar um preço muito alto para sabermos valorizar aquilo que conquistamos. Nada vem fácil, e o que vem não tem valor. Deus nunca nos dá as coisas com facilidades, sempre tem uma luta, uma prova, um obstáculo. Ele prometeu ao seu povo, a nação de Israel, que eles iriam habitar em uma terra boa que mana leite e mel. Porém, eles teriam que lutar, expulsando os inimigos para conquistar a terra.
O problema é quando as pessoas se acomodam, não movem uma palha e pensar que Deus vai fazer tudo por elas. Temos que ir à luta, devemos fazer a nossa parte e Deus fará por nós aquilo que não podemos.

Não desista, não desanime, não jogue a toalha, não chute o balde, não quebre o pau da barraca; Deus está contigo Ele vai te ajudar e você vencerá mais uma vez. Está escrito: Não temas, porque estou contigo; não te assustes, porque sou o teu Deus; Eu te fortaleço, ajudo e sustento com a mão direita da minha justiça.
“Todos os que se revoltam contra ti serão humilhados e frustrados; serão reduzidos a nada; e os que se colocam contra ti perecerão.
Ainda que busques os que lutam contra ti, não os encontrarás; e os que guerreiam contigo serão reduzidos a nada e perecerão.
Porque Eu, o SENHOR teu Deus, te seguro pela mão direita e te declaro: Não temas, Eu te ajudo (Isaías, 41.10-13) 
Jesus disse: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (João, 16.33). 
Eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! (Mateus , 28.20).
Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo (I Co.15.57).
Em Cristo somos mais que vencedores. Amém!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

SER DISCÍPULO DE JESUS

Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos (João, 8.31).

JESUS o Mestre por excelência, quando iniciou seu ministério a sua preocupação principal foi fazer discípulos, para que estes dessem continuidade a sua obra ministerial. No começo Ele escolheu apenas doze aos quais deu o nome de apóstolos, em seguida convocou mais setenta, que em continuidade multiplicou-se em milhões. Hoje nós temos no mundo todo quase dois bilhões de seguidores de Jesus.
Todavia, devemos entender que existe uma diferença entre ser seguidor e ser discípulo. O seguidor é aquele que simplesmente segue, é um grande admirador do mestre, mas ele não tem nenhum compromisso, ele não está comprometido com os ensinamentos do mestre. Ou seja, ele é um falso discípulo. O discípulo verdadeiro ele não apenas segue, mas está comprometido com o mestre e com os seus ensinamentos; ele se esforça para andar nos passos de seu mestre, procurando cada vez mais imitá-lo.
Em última analise, ser discípulo de Jesus implica em viver uma vida de renúncias totalmente voltada para o Reino de Deus, e se possível até morrer pela causa do Mestre.

AS QUALIDADES DOS DISCÍPULOS DE JESUS:

VIVE UMA VIDA DE RENUNCIAS.

E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me (Lc.9.23).
Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo (Lc.14,33).

Estamos vivendo uma época em que muitos estão se dizendo seguidores de Cristo, discípulos de Jesus; mas na prática as suas atitudes, o seu comportamento e as suas obras não correspondem a vida de um verdadeiro discípulo de Jesus. Muitos entram no evangelho, mas o evangelho não entra neles; vivem um evangelho sem compromisso e sem renuncia. Querem viver um evangelho de facilidades, visando sempre prosperidades materiais e trocando o evangelho da cruz de Cristo, pelo evangelho de um Jesus capitalista.
A verdade é que muitos não querem viver uma vida de renuncias, mas os verdadeiros discípulos de Jesus já renunciou tudo que desagrada ao seu mestre.

VIVE NA PRÁTICA DA PALAVRA DE DEUS.

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos (Jo.8.31).
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt.7.24).

Na época de Jesus, muitos o seguia, uns por curiosidade, outros por interesse, outros para observá-lo para querer pegá-lo e contradição. A bem da verdade é que alguns criam nele, escutavam as suas pregações e ensinos, porém não praticavam e nem permaneciam nos seus ensinamentos. Hoje não é diferente, muitos dizem que crer em Jesus, lê a bíblia, são simpatizante do evangelho, outros até frequentam a igreja; mas não praticam a palavra de Deus. O verdadeiro discípulo ele permanece na palavra de Deus e pratica a mesma.

VIVE NA PRÁTICA DO AMOR.

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo.13.35).
O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros (Rm.12.9,10).

Um verdadeiro discípulo de Jesus, ele não deve viver em desunião, nem fazendo guerra por causa de rótulo de denominação de igreja. Ele respeita as diferenças, e procura viver em paz com todos. O que vai credenciar e identificar um verdadeiro discípulo de Jesus, não a sua forma de se vestir, ou os seus usos e costumes e sim o amor. É preciso que o amor se manifeste através de atitudes e não só de palavras fingidas. Jesus ainda continua dizendo: Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo.13.35).  

VIVE UMA VIDA FRUTÍFERA.

Nisto é glorificado meu pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos (Jo.15.8).
Não me escolheste vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao pai ele vos conceda (Jo.15.16).

A vontade de Deus é que os seus filhos vivam uma vida frutífera, e nunca deixem de dá frutos. Na verdade o que identifica o verdadeiro cristão, os discípulos de Jesus; não são os dons, e sim os frutos. Para que esse fruto seja permanente é preciso estar ligado na videira verdadeira que é Jesus. O verdadeiro discípulo ele não só dá fruto no tempo de muita alegria e abundância, mas mesmo na adversidade e no tempo de sequidão, ele permanece dando fruto. A palavra de Deus nos diz, no livro de Jeremias capítulo17. vers.7,8:
Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se fadiga nem deixa de dar fruto. 

Que nós os crentes em Jesus, possamos permanecer dando frutos para a glória de Deus. Só assim seremos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Jesus. Amém!

SÃO PARECIDOS COM JESUS.

Em Antioquia, foram os discípulos pela primeira vez, chamados cristãos (At.11.26).

Ser discípulo de Jesus é ser parecido com Ele. Será que as pessoas veem em nossas atitudes o caráter de Cristo? Será que nossas ações e o nosso testemunho de vida são parecidos com Cristo? Os discípulos foram chamados pela primeira vez de cristão na cidade de Antioquia pelo fato de serem reconhecidos como seguidores de Cristo. Hoje muitos cristãos dizem ser discípulos de Jesus, mas as suas atitudes não correspondem a postura de um verdadeiro discípulo de Jesus. Ser discípulo de Jesus implica em ser parecido com Ele nas ações, atitudes e caráter. É fácil? Não é fácil, porém não é impossível. Está escrito: Aquele que diz que está Nele também deve andar como Ele andou (I João, 2.6). Paulo diz: Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade (II Timóteo, 2.19). Amém!

domingo, 2 de outubro de 2016

ELEIÇÃO E PREDESTINAÇÃO

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porquanto, Deus nos elegeu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. E, em seu amor, nos predestinou para sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo, segundo a benevolência da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos outorgou gratuitamente no Amado (Efésios, 1.3-6).

A eleição Divina é um conceito teológico sempre presente nas cartas paulinas (Rm.8.28-30; Cl.3.12; I Ts.1.4; II Ts.2.13; Tt.1.1). Paulo por repetidas vezes escreve sobre este tema, por entender que Deus na sua soberania já havia determinado em Cristo a nossa eleição. Deus nos elegeu por meio de sua determinação soberana, na qual Ele nos deu sua graça salvadora sem considerar quaisquer possíveis méritos e deméritos nas pessoas escolhidas. Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador (Tito, 3.5,6). Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie (Efésios, 2.8,9). 
Todos nós fomos eleitos e predestinados em Cristo. Cristo é a ancora da nossa salvação pelo qual estamos seguros. Sem Cristo não existe eleição, a arca da nossa salvação é Cristo. Enquanto estivermos abordo no barco da salvação que é Cristo, estamos indo em direção ao porto seguro da nossa salvação. 
Fomos eleitos e predestinados Nele (em Cristo Jesus).

A eleição é uma doutrina misteriosa, mas maravilhosa; é uma doutrina que, embora não deixe espaço para o orgulho e vaidade, é porém uma grande bênção para o homem, pois garante a salvação de cada um dos eleitos de Deus. Alguns repudiam a doutrina da eleição, dizendo que mostra ser respeitadora de homens, mas deixa alguns sem esperança de salvação. A verdade é que ninguém pode saber se ele pertence aos eleitos ou não eleitos, exceto crendo ou então morrendo sem arrependimento, o que coloca a questão toda no nível da fé ou falta de fé do indivíduo. Observe o que Jesus diz acerca disso: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Aí aprendemos: (1) Que só aqueles que foram dados a Cristo no pacto da redenção virão a Ele. Isso se refere, é claro, à eleição. (2) Todos aqueles que foram assim dados virão a Cristo. A salvação de todos os eleitos é assegurada pelo chamado eficaz e a atração deles. Essa é graça eficaz ou irresistível. (3) Que embora essas coisas sejam gloriosamente assim, há porém também a esperança para todos os que se achegam a Cristo em fé serão por Ele recebidos. Assim, enfatiza-se a responsabilidade humana, de modo que ninguém pode culpar a Deus por qualquer homem que se perde. Já que ele não pode saber de antemão acerca de sua não eleição, e já que se oferece a promessa de aceitação a todos os que se achegam, o homem perdido se perde exclusivamente por causa de sua própria incredulidade da promessa de Deus, por não aceitarem o plano da salvação.

Ninguém tem a garantia de sua eleição, exceto ao se submeter ao chamado do evangelho e se arrepender de seus pecados e confiar na obra expiatória do Senhor Jesus Cristo, pois essas coisas são as primeiras evidências da eleição de alguém, como está escrito: “… e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (Atos 13:48).

Temos de nos lembrar de que a eleição é totalmente de Deus, que foi realizada na eternidade passada, que é para a salvação, e que inclui todos os meios necessários para cumprir a salvação, como está escrito: “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; Para o que pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Tessalonicenses, 2:13,14). 
Não resta assim nenhum espaço para o louvor do homem e suas obras ou atitudes, mas toda a glória é devida a Deus.

Se nos perguntassem o motivo por que temos de pregar o evangelho se Deus escolheu os homens para a salvação, deixamos Paulo responder: “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade; Para o que pelo nosso evangelho vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Tessalonicenses 2:13-14). Se nos perguntassem de modo faccioso o motivo por que então não pregamos somente aos eleitos, respondemos primeiramente que não podemos saber antecipadamente quem são eles, a não ser pela reação deles ao evangelho, mas ainda que pudéssemos saber antecipadamente quem são eles, isso em nada nos aliviaria do dever de “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15). Quantos eleitos há, e quem são, de modo algum afeta nossa responsabilidade de proclamar fielmente a todo o mundo o evangelho da graça salvadora de Deus; é responsabilidade de Deus chamá-los através do evangelho que pregamos. O evangelho tem um de dois resultados quando é pregado: justificação ou juízo; assim, Paulo diz: “Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes certamente cheiro de morte para morte; mas para aqueles cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo?” (2 Coríntios 2:15-16). A pregação do evangelho torna mais ainda os homens responsáveis de prestar contas a Deus por sua incredulidade e rejeição.

Portanto, devemos crer e fazer valer a nossa eleição em Cristo, na sua obra redentora na cruz, fazendo cada vez mais firme a nossa salvação pela sua graça. Amém!