quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

POR QUE DEUS QUEBRA NOSSOS "NAVIOS"?

Porém, depois disto, Josafá, rei de Judá, se aliou com Acasias, rei de Israel, que procedeu com toda impiedade. E aliou-se com ele para fazerem navios que fossem a Társis; e fizeram os navios em Eziom-Geber. Porém Eliezer, filho de Dodava, de Maressa, profetizou contra Josafá, dizendo: Porquanto te aliaste com Acazias, o SENHOR despedaçou as tuas obras. E os navios se quebraram, e não puderam ir a Társis  (II Crônicas, 20.35-37).

O rei Josafá foi um homem temente a Deus e o seu reinado foi prospero, durante o seu reinado o povo sentia-se seguro e gozava de estabilidade financeira. Ele começou a reinar sobre o reino de Judá com a idade de 35 anos, e reinou 25 anos (I Reis, 22.41,42). Ele teve o favor de Deus e foi grandemente abençoado. Porém, após adquirir riquezas e fama, ele deixou-se seduzir pelas riquezas e fez aliança com Acazias, rei de Israel, um homem ímpio e profano. Eles se aliaram e fabricaram navios para irem a Ofir em busca de ouro, a fim de fazerem um grande empreendimento (I Reis, 22.49). Mas Deus não se agradou deste negócio e interveio, quebrando os navios.

Por que onde um servo de Deus é bem sucedido, outro fracassa? Um conquista seu intento, outro é frustrado? O rei Salomão já havia em tempos passados ido a Ofir (cidade na Arábia meridional na rota comercial onde se trocava ouro por mercadorias), em busca de preciosidades, e tivera sucesso (I Reis, 9.26-28. 10.22). Mas, por que o rei Josafá cem anos depois, tentou fazer uma expedição a essa terra, isto acabou em desastre, e não logrou êxito fazendo o mesmo?
Atualmente, Deus ainda “quebra navios”? O que se entende por quebra de navios em nosso contexto atual? O “navio” aqui é literalmente uma embarcação, é claro, mas pode ser visto como projetos, ideias, planos, relacionamentos, consórcios, empreendimentos, exercício de governos, etc. A “quebra” deles nada mais é do que a “frustração” gerada única e exclusivamente por Deus, pois Ele sabe colocar “areia” nas “engrenagens”. Isso para nosso bem.

QUATRO RAZÕES PELAS QUAIS DEUS QUEBRA NOSSOS NAVIOS.

1. QUANDO NÃO CONSULTAMOS A DEUS.

Por que muitas coisas não dão certas, muitos dos nossos empreendimentos não prosperam, muitos dos nossos planos e projetos fracassam? Porque agimos por conta própria e não consultamos a Deus para pedirmos uma direção. Josafá foi bem sucedido até enquanto ele se conduzia no temor do SENHOR e lhe consultava. Os navios de Josafá foram quebrados porque ele não buscou resposta em Deus para tal empreendimento (I Reis 22.49; II Cr 20.6). Assim também sucede com quem não busca consultar a Deus em suas decisões.
Em outros momentos da sua vida, Josafá consultara ao Senhor e obtivera respostas positivas (I Reis 22.5,7, 8; II Reis 3.11). Mas agora, se aliando a Acazias, viu os navios quebrados e os seus planos desfeitos, porque não buscou resposta em Deus para tal construção (I Reis 22.49; II Crônicas 20.6). Quando não consultamos a Deus e seguimos o nosso próprio coração, temos 100% de chances de tudo dá errado (Provérbios 16.1-3).

2. QUANDO NOS PRECIPITAMOS EM NOSSOS PROJETOS. 

Acontece muitas vezes quando fazemos planos movidos pela emoção ou pela influência de alguém, e colocamos em prática as nossas ideias sem medirmos as consequências que pode ocorrer. Percebemos que foi exatamente isso que levou o rei Josafá a se precipitar em construir navios para ir à busca de ouro, sem pensar numa possível reprovação de Deus por este ato precipitado. Muitas vezes temos que aprender com nossos erros. Uma coisa é Deus “permitir” que empreendamos nossos projetos, outra coisa é Ele nos “dirigir” a realizarmos seus projetos. Ele até permite que façamos obtusamente nossos “navios”, mas eles com certeza se quebrarão e não irão a lugar nenhum. Todos os nossos empreendimentos precisam está aliados com Deus. 

3. QUANDO FAZEMOS ALIANÇA COM O ÍMPIO.

Josafá fez aliança com o rei Acazias, um homem ímpio, idólatra, profano e sem temor a Deus. Em toda história da bíblia, Deus nunca aprovou parcerias com os pecadores, nem que o seu povo fizesse aliança com as nações pagãs. Negócios a parte, se você insistir em fazer parcerias com pessoas que não tem compromisso com Deus, você poderá ter seus navios quebrados por Deus (planos desfeitos). Deus interveio nos projetos de Josafá e usou um profeta por nome de Eliézer, filho de Dodavá, de Maressa, que profetizou contra Josafá dizendo: ”Eis que o SENHOR destruiu as tuas obras porque te aliaste a Acazias”. (II Crônicas 20.35-37). O insucesso do investimento de Josafá foi por ele ter se aliado com Acazias. 

4. QUANDO A INTENÇÃO DOS PROJETOS É PARA NOSSA GLÓRIA.

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus (I Coríntios, 10.31). Por que muitos dos nossos projetos e empreendimentos Deus não aprova? Porque muitas vezes os fazemos para nossa própria satisfação e glória. O sucesso do nosso empreendimento não resulta de onde trabalhamos se em Társis, Eziom-Geber e Ofir, ou o que lá fazemos (navios ou qualquer outra coisa). Mas se a intenção interior que nos impulsiona a fazê-lo é para glória de Deus, o nosso sucesso será garantido. O insucesso de Josafá também teve implicações relacionadas a glória humana. Se os seus empreendimentos não for para glória de Deus, é melhor não insistir, porque Deus pode frustrar seus planos e quebrar seus navios.

CONCLUSÃO: 
Começar bem é bom, mas terminar bem é melhor. A exemplo de Josafá tem pessoas que começam bem, porém no final fracassam. Deus quer que o nosso final seja tão bem como o começo. Muitas vezes nosso começo não é bom, nós erramos, vacilamos e demoramos aprender, mas depois que amadurecemos acertamos. O sábio Salomão aconselha: Não te apresses a sair da presença Dele, nem persistas em alguma coisa má, porque Ele faz tudo o que quer (Eclesiastes, 8.3). Não é errado fazermos planos e projetos, mas devemos buscar uma confirmação de Deus. Está escrito: Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR, a resposta da boca. Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus planos serão bem-sucedidos (Provérbios, 16.1,3). Amém!

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