quarta-feira, 26 de outubro de 2016

QUATRO ÂNCORAS NA VIDA DO CRISTÃO.

E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma grande tempestade, fugi-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia (Atos, 27. 19,20,29).

O escritor Lucas nos relata neste episódio que Paulo estava sendo levado como prisioneiro em um navio de carga para Roma, onde lá ele seria julgado. Com Paulo nessa embarcação havia outros presos, que totalizavam 276 pessoas, contando com o centurião, os soldados e o comandante do navio. Essa viagem durou cerca de 15 dias, e durante a viagem houve muitas intempéries e situações desastrosas, a ponto do navio ficar totalmente destruído. Lucas e Aristarco companheiros de Paulo, iam juntos nesta viagem.
Lucas em sua narrativa nos informa: E, ao terceiro dia, nós mesmos, com as próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma grande tempestade, fugi-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia (Atos, 27. 19,20,29).
Toda trajetória desta viagem de Paulo no capítulo 27 do livro de Atos, é um retrato da nossa vida cotidiana que muitas vezes temos que enfrentar muitas turbulências e adversidades no mar desta vida.
Passar muitos dias sem sol e muitas noites sem estrelas e ainda enfrentar tempestade, é uma situação muito difícil e alarmante. Quando nos falta o sol no dia e as estrelas na noite, certamente há falta de esperança. Se os seus dias estão sem sol e a sua noite sem estrelas, sugiro a você que lance "âncoras". Todos nós somos marinheiros, e na trajetória da viagem há muitas tempestades, mas, Deus tem uma saída, uma resposta, uma solução. 

1. ÂNCORA DA CONFIANÇA.

Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Salmos, 125.1). 
Mas, agora, vos admoesto a que tenhas bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio (Atos, 27.22).

É preciso confiarmos em Deus na hora da adversidade, quando as ondas do mar desta vida vem para nos sucumbir, temos que ancorar a nossa confiança em Deus. Está escrito: Os que confiam no SENHOR serão como o monte Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Salmos, 125.1). Firme a âncora da sua confiança em Deus, descanse e deixe Deus agir.

2. ÂNCORA DA FÉ.

Portanto, ó varões, tende bom ânimo! Porque creio em Deus que há de acontecer assim como a mim me foi dito (Atos, 27.25).
Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hebreus, 10.38).

Paulo acreditou, teve fé na palavra de Deus, naquilo que Deus falou. Mesmo estando em uma situação desesperadora, ele não perdeu a fé. Assim deve ser a vida de um cristão que vive pela fé. Mesmo que as tempestades desta vida venham para querer nos destruir, jamais devemos perder a fé, temos que acreditar que Deus está no controle, e no final tudo vai dar certo. Está escrito: Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hebreus, 10.38). 

3. ÂNCORA DA  ESPERANÇA.

... Nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; a qual temos como âncora da alma segura e firme ... (Hebreus, 6.18,19). Porque em esperança somos salvos... (Romanos, 8.24).

Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo (Atos, 27.23).
Portanto, exorto-vos a que comais alguma coisa, pois é para a vossa saúde; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós (Atos, 27.34).
Houve um momento tão desesperador nesta viagem de Paulo, a ponto deles perderem toda esperança. Lucas, assim relata: E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma grande tempestade, fugi-nos toda a esperança de nos salvarmos (Atos, 27.20). Porém, Deus renova a nossa esperança e nos dá a certeza que não estamos sós. Paulo disse aos seus companheiros: Porque, esta mesma noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo (Atos, 27.23). A presença de Deus nos dá uma viva esperança e nos garante que não vamos ser derrotados. Esqueça tudo que não pode lhe dá esperança, e ponha toda a sua esperança em Deus. Está escrito: Bem -aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus (Salmos, 146. 5).
Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR (Lamentações, 3.26). 
Lance a âncora da esperança, e você não será abalado, a sua alma estará firme em Deus. O escritor aos hebreus nos diz: ... Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; a qual temos como âncora da alma, segura e firme e que penetra até o interior do véu (Hebreus, 6.18,19). 

4. ÂNCORA DA PROVIDÊNCIA.

Quando se fez dia claro não reconheceram a terra, mas puderam avistar uma enseada, onde havia praia, e decidiram que o melhor seria tentar encalhar o navio ali. Então, cortando as cordas que seguravam as âncoras, abandonaram-nas no mar, desatando ao mesmo tempo as amarras que prendiam os lemes. Em seguida, alçando ao vento a vela que restara na proa, foram conduzidos em direção à praia. Entretanto, dando num lugar onde duas fortes correntes marítimas se encontravam, o navio encalhou em um banco de areia. A proa encravou-se e ficou imóvel, e a popa foi despedaçada pela força constante das ondas. Então, os soldados resolveram matar os prisioneiros para impedir que alguns deles conseguissem fugir, atirando-se ao mar. Contudo, o centurião, desejando poupar a vida de Paulo, os impediu de executar a ação proposta. E ordenou aos que sabiam nadar que se lançassem em primeiro lugar ao mar e rumassem em direção à terra. Os demais deveriam seguir os primeiros e salvar-se com a ajuda de tábuas ou destroços flutuantes do navio. E, assim, ninguém se perdeu e todos chegaram a salvo em terra firme (Atos, 27. 39-44).

Após uma noite muito difícil, chegando o dia tentaram por todos os meios contornar a situação, porém o navio ficou encalhado em um banco de areia, e uma forte corrente de águas destruiu totalmente o navio. Os soldados entrando em desespero resolveram matar todos os prisioneiros. Porém, por uma providência Divina, o centurião (o chefe dos soldados) querendo poupar a vida de Paulo, impediu que os soldados executassem os presos. Ordenou que todos se lançassem ao mar e rumassem em direção à terra. Assim todos chegaram em terra firme, são e salvos, ninguém se perdeu.

Deus é provedor e a sua providência é eficaz, Ele não falha. Um dos nomes de Deus é Jeová jiré. No momento crucial da vida do patriarca Abraão, em obediência a ordem de Deus, ele leva o seu filho Isaque para ser sacrificado. Andando ambos juntos a caminho do monte do sacrifício, surge a pergunta do seu filho: Onde está o cordeiro para o holocausto? A resposta de Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho (Gênesis, 22. 7,8). Devemos nos momentos críticos, difíceis da nossa vida, lança a âncora da providência, crer como Abraão e dizer pela fé: Deus proverá! 

CONCLUSÃO:
Eles lançaram ao mar quatro âncoras para garantir estabilidade. Dentro do navio estava um homem de Deus que diante das turbulências não se abalou. Deus quer dar a você equilíbrio, quando tudo em sua volta estiver abalado, confie em Deus e se mantenha firme. As âncoras servem para sustentar o navio e mantê-lo firme. Mas a âncora espiritual da nossa alma serve para dar estabilidade à nossa vida. Amém!