sábado, 5 de março de 2011

ANA, UMA MULHER DE ORAÇÃO.

Então, orou Ana e disse: O meu coração exulta no SENHOR, por causa do que ele fez, eu ando de cabeça erguida. A minha boca se escancara de rir dos meus inimigos, pois me alegro na tua salvação. Não há ninguém santo como o SENHOR; não existe outro além de ti; não há rocha alguma como o nosso Deus. Os arcos dos poderosos serão quebrado, mas os fracos são revestidos de força. (I Samuel, 2.1,2,4).

A história de Ana é das mais conhecida na bíblia, Ana nos deixou um grande exemplo através da sua vida de oração. Na verdade, todos querem chegar ao topo, Todos desejam subir ao pódio, todos almejam a vitória. Porém o caminho para chegar a vitória é o caminho da oração, da disciplina, do desprezo, da humilhação e muitas vezes da renuncia. Ana orou incessantemente e teve que suportar muitas adversidades, passou pelo vale da humilhação e chegou ao monte da exaltação.

1. O OPRÓBRIO DE ANA.

Havia um certo homem levita da tribo de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroboão, filho de Eliú, filho de toú, filho de Zufe, efrateu. E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o nome da outra, Penina; Penina tinha dois filhos, porém Ana não tinha filhos. Subia, pois, este homem de sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló; e estava ali os sacerdotes em Siló; e estavam ali os sacerdotes do SENHOR, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli. E sucedeu que, no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções do sacrifício a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e filhas. Porém a Ana dava uma parte excelente, porquanto ele amava Ana; porém o SENHOR lhe tinha cerrado a madre (1Sm.1.1-5).
Em Israel, toda mulher que não gerasse filhos, era motivo de vergonha e desprezo, e até de maldição. Ana por ser estéril, não tinha total atenção do seu marido, era desprezada e não gozava dos mesmos privilégios que sua competidora Penina. Porém, diz o texto sagrado, que seu marido Elcana, amava Ana.

2. A HUMILHAÇÃO DE ANA.

Penina, sua rival, provocava e humilhava Ana continuamente porque o SENHOR a tinha deixado estéril. Sempre que eles subiam à casa do SENHOR, a rival de Ana a ofendia e ele passava o tempo todo solitária, chorando e sem comer. Então Elcana, seu marido, lhe indagava: Ana, por que choras e não te alimentas? Por que estás infeliz? Não te sou eu melhor do que dez filhos? (1Sm.1.6-8).
Elcana ficava preocupado com Ana, e procurava consola-la. Ana era humilhada, Penina, por se achar melhor, pelo fato de poder gerar filhos, humilhava Ana. Enquanto sua competidora Penina gerava filhos, e provocava Ana, ao ponto de ela ficar irritada e sem querer se alimentar; Deus estava contemplando a sua humilhação e estava trabalhando para lhe dá uma grande vitória.

3. AS ATITUDES DE ANA.
       
Ana se levantou.
Então, Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, o sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR. 1Sm.1.9.

Ana orou ao SENHOR.
Ela, pois, com amargura de alma, orou ao SENHOR e chorou abundantemente. 1Sm.1.10.

Ana votou um voto ao SENHOR.
E votou um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. 1Sm.1.11.

Ana perseverou em oração.
E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o SENHOR, Eli fez atenção à sua boca, porquanto Ana, no seu coração, falava, e só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. 1Sm.1.12,13.

4. ANA COM O CORAÇÃO FORTALECIDO NA GRAÇA DE DEUS, SUPORTOU SER HUMILHADA.

Por Penina.



E a sua competidora excessivamente a irritava para embravecê-la, porquanto o SENHOR lhe tinha cerrado a madre (I Samuel, 1.6).
 

Pela sociedade.



A sociedade da época desprezava e não dava valor a uma mulher que não gerasse filhos. Ana se sentia humilhada diante do seu povo, todavia ela orava a Deus, na esperança de um dia poder gerar filhos e deixar de ser humilhada.
 

Pelo sacerdote.

E disse-lhe Eli: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho. Porém Ana respondeu e disse: Não senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o SENHOR. Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque da multidão dos meus cuidados e do meu desgosto tenho falado até agora. (1Sm.1.14-16).

5. OS BENEFÍCIOS DE DEUS PARA ANA.

A vitória profetizada.
Então, respondeu Eli e disse: Vai em paz, e o Deus de Israel te conceda a tua petição que pediste. 1Sm.1.17.

A vitória confirmada.
E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o SENHOR, e voltaram, e vieram à sua casa, a Ramá. Elcana conheceu a Ana, sua mulher, e o SENHOR se lembrou dela. 1sm.1.19.

A vitória alcançada.
E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e teve um filho, e chamou o seu nome Samuel, porque, dizia ela, o tenho pedido ao SENHOR. 1Sm.1.20.

CONCLUSÃO:
Depois da luta, vem a vitória, Deus não chega atrasado, nem adiantado; ele chega na hora certa. Ana orou pedindo um filho, Deus lhe deu quatro filhos e duas filhas (1Sm.2.20,21). Porque as bênçãos de Deus é  sem medida. Pois a sua palavra diz: Todo aquele que se humilha, será exaltado. E todo aquele que se exalta, será humilhado. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte (2Pe.5.6).

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